sábado, 29 de setembro de 2012

Bolo de banana

Ao ver quase um cacho inteiro de banana abandonado na minha fruteira e quase passando incólume por essa vida, me enchi de razão e parti para a incrível aventura de fazer um bolo. Nunca tive mão para doces e muito menos para bolos. Mas ao ver as pobres bananas definhando, tive que assumir a tarefa de prolongar um pouco mais a vida das coitadas e dar-lhes um fim nobre. Usei uma receita anotada pela minha mãe em um papel de caderno há sei lá quantos anos. Lembro de ter usado essa mesma receita há uns 15 anos e que deu certo. Então lá fui eu separar ingredientes que são raramente usados na minha cozinha, muito menos juntos: margarina, açúcar, farinha, leite, ovos e fermento. Primeiro, bati 2 xícaras de açúcar com três colheres de margarina no processador (a peça a ser usada para isso é um cilindro com duas pás pequenas no formato de lâminas, mas de plástico). Bati até que a mistura obtivesse a textura de uma farinha. Juntei duas gemas e bati novamente, até que a mistura se transformasse em um creme. Fui adicionado aos poucos, alternadamente, duas xícaras de farinha de trigo e uma xícara de leite morno. Bati mais alguns minutos, até formar aquela massa homogênea linda e cremosa. Reservei a massa. Bati duas claras de ovo até atingirem o ponto neve (a peça do processador que faz isso é uma plataforma redonda e ondulada com um furo no meio) e misturei delicadamente na massa, usando apenas o pulsador do processador. Por último, adicionei 1 colher de sopa de fermento em pó. Coloquei a massa em uma forma de pudim (aquelas que tem um furo no meio) untada e cobri com bananas fatiadas. Levei ao forno quente (cerca de 200ºC), onde ficou até a parte de cima ficar dourada (entre 30 e 40 minutos). Para a minha surpresa, o bolo não murchou, não queimou e não desandou! Ao contrário, ficou fofo, dourado e cheiroso! Ai, ai, até me lembrou os cafezinhos da tarde na casa da vovó...

Pra quem ficou quase 15 anos sem
 fazer um bolo, até que tá bom, né?


Na ocasião, imagino que o papel onde foi anotado 
a receita estava em estado bem melhor...


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espetinho de lombo exótico

Fiz essa receita há cerca de uma semana e precisei me esforçar um pouco para lembrar como isso aconteceu.  Na verdade, não lembrava nem que tinha acontecido...rs! Sabia que tinha alguma coisa para publicar da semana passada, mas não lembrava o que. Eis que consultando os meus arquivos fotográficos (óh), aos poucos a ocasião e o preparo vieram à mente e eu, mais do que rápido, corri para o computador. A única coisa realmente diferente nessa receita é o tempero, que dá um sabor mais marcante à carne. Para fazê-lo misturei o suco de meio maracujá e de um limão, duas colheres de molho shoyo, uma colher de azeite, alecrim, sal e pimenta. Coloquei o lombo cortado em cubos nesse molho e deixei descansar por uns 10 minutos. Fritei todos os lados dos cubos numa bistequeira com óleo em spray, até que o miolo deles ficassem branquinhos, mas suculentos. Ou seja, não frite demais para a carne não ficar muito seca. A intenção era fazer o lombo em forma de espeto, no grill (ta aí o porque do nome), mas como queria um prato rápido, acabei usando a bistequeira mesmo. Se você quer impressionar ou apenas uma refeição mais leve, sirva com salada de agrião ou qualquer outra folha verde, num prato bem decoradinho. Se for um almoço ou jantinha trivial e a intenção for uma refeição mais substancial e desencanada, prefira o estilo PF, com arroz, feijão e couve. Cai bem de qualquer jeito! 

Versão fresca pra ficar bonito na foto!

Versão PF que, no final, é o que a gente gosta!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Caipirinha de limão

O nome do meu blog surgiu por causa de um apelido que um grupo de amigos me deu durante uma viagem à Barequeçaba em um feriado de carnaval há alguns anos (desnecessário revelar a quantidade de anos...rs). Nessa ocasião, eu devo ter feito umas 30 caipirinhas em um único dia, de sabores variados, que os presentes juram terem saído perfeitas. É claro que depois do quinto copo ninguém tinha muito discernimento para diferenciar uma caipirinha boa de uma ruim. Mas quem se importa? Aceitei o apelido mesmo assim e hoje ele dá nome a esse blog! Para fazer uma boa cairpirinha, a receita é praticamente a mesma, independentemente da fruta e da variação alcoólica utilizada. Eu, pelo menos, faço sempre do mesmo jeito e dificilmente dá errado. Aproveitei o churrasco de segunda na casa do Oswaldão para comprovar (e somente para comprovar!). Lavei um limão, cortei-o ao meio e retirei a parte branca que fica no centro de cada metade da fruta. Joguei essa parte do centro fora e sobraram quatro pedaços de limão. Cortei esses pedaços ao meio, coloquei no copo com uma colher de sopa de açúcar e esmaguei levemente com o socador. Segredo (ou não): não macete o limão, ele não merece tortura. Apenas esmague o suficiente para tirar o suco, senão os gomos se soltam e eu, particularmente, não gosto que isso aconteça. Enchi o copo de gelo, completei com cachaça e misturei um pouco com uma colher de sobremesa. Tem gente que gosta de bater em uma coqueteleira e coar. Também pode, vai da preferência de cada um! 

A tradicional Crispirinha! 
Tá dando uma sede...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Peito de frango com alecrim e cenouras ao forno

Na noite do dia 5 de setembro recebemos a digníssima visita do querido casal Renata (minha prima) e Victor. É claro que ocasião mereceu mais do que uma simples gororoba com o que sobrou na geladeira e teve direito a um jantar completo, com sobremesa e tudo! O cardápio escolhido foi palitinho de queijo branco, tomate cereja e manjericão de entrada (a receita da versão original, com mussarela de búfala, já foi publicada aqui), peito de frango com alecrim e cenoura, mandioquinha cremosa (que também já deu as caras por aqui antes) e arroz de prato principal e mousse de coco de sobremesa. Então vamos lá! Primeiro, lavei quatro peitos de frango e temperei com um molho feito com dois dentes de alho espremidos, dois ramos de alecrim, dois limões, azeite, sal e pimenta do reino. Deixei o frango descansar nesse molho enquanto cozinhei resto, entre uma bicada e outra de vinho verde geladinho. Cozinhei a cenoura com água e sal durante poucos minutos, até ficar levemente macia. Dispus o peito de frango temperado e as cenouras em uma forma refratária, despejei um pouco mais do tempero e um pouco de vinho branco seco em cima do frango e levei ao forno aquecido a 200ºC, onde ficou mais ou menos por 20 minutos. Durante o cozimento, reguei a carne mais algumas vezes com vinho branco e pincelei o tempero, para não ficar seca (carne de frango é um perigo!). Quem ficou à cargo da mousse de coco foi o Julio (que seguiu a receita publicada no blog rabiscorascunhado.wordpress.com, das minhas queridas amigas Silva Zardo e Mariana Schittini). Ele dissolveu um pacote de gelatina sem sabor, conforme as instruções da embalagem e bateu no liquidificador com 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 1 xícara de leite, 1 garrafinha de leite de coco e meio pacote de coco ralado. Depois foi só colocar em taças de sobremesa, decorar com o restante do coco e levar ao congelador. Para acompanhar o jantar, continuamos no vinho verde Casal Garcia. A noite foi tão boa que nem lembramos de tirar fotos! Fica para a próxima. Obrigada gente!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cheeseburguer de queijo gruyére e cebola caramelizada

O legal de fazer hambuguer em casa é que ele pode ser totalmente personalizado. Da carne aos acompanhamentos, tudo pode ser escolhido a dedo e empilhado de acordo com a preferência de cada um. Eu fiz o meu de carne moída mesmo e escolhi o pão francês como suporte. Para enchê-lo, usei queijo gruyere, alface e cebola caramelizada. Para fazer o hamburguer, temperei meio quilo de carne moída com sal, pimenta do reino e meia cebola bem picadinha e amassei bem com as mãos. Adicionei 1 colher de sopa de farinha de trigo e amassei mais um pouco, até a mistura ficar bem homogênea. Separei porções média da carne e moldei o hambúrguer meio oval, no formato do pão francês. Rendeu 5 hambúrgueres. Para a cebola caramelizada, cozinhei 2 colheres de sopa de açúcar em uma frigideira até derreter e depois adicionei meia xícara de água e uma cebola fatiada. Deixei cozinhar, mexendo sempre, até a cebola ficar bem macia e marrom. Reservei. O Julio foi responsável pelo resto. Ele fritou os hambúrgueres numa frigideira média com óleo em spray e um pouco de água. Deixou cozinhar durante uns 2 minutos com tampa, depois tirou a tampa e deixou a carne fritar mais 1 minuto de cada lado. Quando ela estava quase no ponto, ele colocou 5 fatias pequenas de queijo gruyére em cima de cada hambúrguer e tampou a frigideira novamente, para o queijo derreter. Quando isso aconteceu, bastou colocar tudo no pão! Além do hambúrguer e da cebola, o meu levou um pouco de maionese e alface e o do Julio, pasta de gorgonzola e alface. Lembra do cachorro do Pepe Legal, que se abraçava e flutuava depois de comer um biscoitinho? Tivemos a mesma sensação com o nosso sanduba!

Ficaram bonitos...

e suculentos!

Sobreau d'onté

A carne com abóbora de terça passada virou uma gororobinha gostosa de arroz integral na quarta. Desfiei a carne assada e amassei as abóboras até virarem um purê e reservei. Cozinhei duas xícaras de arroz integral com bastante água e um pouco de sal. Quando ele estava quase seco, juntei e carne desfiada, a abóbora amassada e uma colher de sopa de requeijão light. Mexi bastante, até o requeijão sumir. Dei uma temperada extra com sal e pimenta do reino e pronto. Se você não tiver requeijão, use um copo de leite bem misturado com uma colher de amido de milho. A consistência será a mesma. Então, em cerca de 10 minutos eu tinha um prato novo, sem ter gasto um tostão! Dá pra fazer com qualquer restinho que tiver na geladeira! 

Arroz integral com carne e abóbora.