sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Picadinho de filé mignon

Alguém lá pensa em filé mignon quanto se fala em picadinho? Eu, sinceramente, não. Acho o ingrediente nobre demais para esse fim. Mas eu tinha alguns filezinhos em casa e os manjados grelhados e estrogonofe estavam fora de cogitação. Pra falar verdade, queria fazer alguma coisa diferente, para poder contar pra vocês :).

Então peguei essa receita maravilhosa no site Panelinha, da diva Rita Lobo, e segui passo a passo (ou mais ou menos) e o resultado foi esse prato maravilhoso, riquíssimo em termos de sabor e bem bonitão! 

A preparação é relativamente complexa, ao contrário das gororobas que eu costumo fazer aqui. Então, pra você não errar, vou falar primeiro do que você precisará e depois como eu fiz. Coisa nunca vista neste blog: lista de ingredientes (morram!). 

4 xícaras de água fervida, 1/2 quilo de filé mignon cortado em cubos, 1 cebola média picada, 2 dentes de alho laminados, 2 colheres de sopa de farinha de trigo, 50 gramas de bacon em cubinhos, 1/4 de xícara de extrato de tomate (eu fiz com os tomates quase vencidos que estavam na minha geladeira: lavei e cortei em cubos 4 tomates italianos e cozinhei com 1 copo americano de água até desmancharem. Depois, usei o mixer para esmagar tudo. Não precisou nem coar),  suco de 1 limão, salsinha, sal e pimenta do reino. Tendo tudo isso em mãos - melhor separar antes - vamos à receita! 

Coloquei o filé mignon em uma tigela e salpiquei farinha (ajuda a engrossar o molho). Selei a carne, um pouco de cada vez, em uma panela grande com azeite, até todos os lados ficarem dourados. Fui temperando com sal e pimenta do reino a cada leva de filé. Se precisar, adicione mais azeite entre uma leva e outra. Na mesma panela, adicionei 1 xícara de chá de água quente e o suco de limão e raspei o fundo com uma colher de pau. Coloquei esse líquido na tigela da carne (coado). Coloquei a panela de volta no fogo e fritei o bacon em cubos até ficar bem dourado. Acrescentei a cebola e refoguei até ficar transparente e depois adicionei  o alho e fritei até começar a ficar dourado. Acrescentei o extrato de tomate, a carne com o caldo e mais 1 xícara de água quente. Misturei tudo e deixei mais 10 minutos no fogo baixo. Coloquei em um refratário e salpiquei salsinha. Para acompanhar, nada melhor do que um arroz branco. Simplicidade pura!


Filé mignon não tem erro, é verdade.
Mas esse prato é um dos mais gostosos
que já preparei com o ingrediente  até hoje!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Missão resgate: cubos de frango agridoce com chips de mandioquinha

Passei o final da tarde pensando no que faria com as sobras da minha geladeira e já estava decidida a ignorar. Mas ao lembrar do tanto de coisa que nela jazia, não consegui! Me enchi de coragem e fiz 4 preparações em uma tacada só! Cansei! Mas pelo menos não sobrou nadica de nada pra jogar fora!

Os primeiro salvados, 3 filézinhos de frango sassami e 1 mandioquinha, se transformaram em cubos de frango agridoce com chips de mandioquinha. Inventei o tempero  e a forma de preparo na hora  e ficou tudo maravilhoso! 

Comecei cozinhando a mandioquinha em água fervente e sal por cerca de 3 minutos e cortando em fatias finas. Em uma frigideira pequena, fritei as rodelas de mandioquinha em 1/4 de xícara de chá de óleo de coco bem quente até ficarem crocantes e levemente douradas. Tirei do fogo e coloquei em um pires com papel toalha para secar. Cortei os filézinhos de frango em cubos e temperei com 1 colher de sobremesa rasa de páprica picante, 1 colher de sopa de açúcar mascavo, sal rosa do himalaia e pimenta do reino. Acrescentei 1 punhado de farinha de trigo branca e misturei tudo com as mãos. Em uma frigideira pequena, acrescentei 1 colher de sobremesa de azeite, as folhas de 1 raminho pequeno de alecrim e 1 dente de alho laminado. Fritei o alho no fogo baixo por uns 5 minutos, mexendo de vez em quando, juntei o frango e fritei até ficar bem dourado. Espremi 1/2 laranja pera na frigideira e deixei no fogo baixo por uns 5 minutos, até engrossar um pouco (ou até reduzir 1/3, como diriam os gourmets). Dispus o frango em um bowl com os chips de mandioquinha em cima, pra fazer charme (o que não deu muito certo, porque a mandioquinha ficou meio xoxa...rs). 

Janta rápida e gostosa + custo zero + desperdício zero = satisfação garantida!

Não deixe de ler o post com a próxima receita da série Missão Resgate: picadinho de filé mignon!


Ingredientes que estavam quase indo
embora renderam jantar para um!

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Massa em três tempos

No dia a dia, uma massinha resolve tudo e ainda aquece a alma! Como praticamente tudo vira molho, pode funcionar tanto naquela missão resgate dos ingredientes que estão fazendo aniversário na geladeira, quanto num jantarzinho mais caprichado. É tudo uma questão de qual ingrediente usar, porque a forma de preparo é quase sempre a mesma. 

Nas últimas semanas, algumas receitas - óbvias ou não - salvaram a nossa pele e evitaram o desperdício. Em poucos minutos, foi possível preparar uma comida de encher os olhos e o estômago, sem gastar um tostão se quer. 

Se você tiver um pouquinho de paciência e tempo, dá até para preparar a sua própria massa fresquinha! Você vai ver que não é tão difícil quanto parece!

Molho de tomate e azeitonas
Engana-se quem acha que preparar um molho de tomate fresquinho exige horas de fogão. A receita é praticamente refogar tomate, cebola e alho picados em azeite, temperar à gosto e deixar tudo cozinhar até o tomate se desmanchar. Se quiser um molho mais lisinho, bata tudo no liquidificador. Eu pulo essa parte porque prefiro ele mais pedaçudo e suculento! A receita passo a passo do molho vermelho básico está aqui. Feito tudo isso, é só incrementar com uma xícara de azeitonas pretas picadas grosseiramente. Sucesso!

Um simples toque dá uma cara e um sabor diferentes ao tradicional molho de tomate!

Molho de abobrinha com bacon
Bacon + abobrinha = combinação feliz! Tinha sobrado ambos de algumas quiches que eu tinha preparado e eis que tive a ideia de usá-los em um molho para massa. Não sei se o nome certo é molho porque, na verdade não tem molho! Existe nomenclatura certa? Aceito sugestões. 

Fritei 100 gramas de bacon picados (sem a capa grossa que fica embaixo) e quando ficaram bem dourados, adicionei  1/4 de pimenta dedo de moça picada. Se quiser um molho menos picante, tire as sementes da pimenta. Deixei cozinhar no fogo baixo até a pimenta murchar e acrescentei 1 abobrinha pequena sem sementes cortada em cubos pequenos. Temperei com sal e pimenta do reino e pronto!  Juro que incluindo o cozimento da massa não levou 20 minutos pra ficar pronto!

Dizem que bacon é vida.
Quem sou eu pra dizer o contrário...

Almondegas de peixe ao molho de limão
Não tem uma receita do blog Panelinha, da Rita Lobo, que não dá certo. E essa não foi diferente. É super fácil de fazer, sai do lugar comum e o sabor é maravilhoso! Triturei no processador 4 filés de Saint Peter, 1/2 cebola roxa pequena, 2 dentes de alho e algumas folhas de hortelã. Adicionei sal e pimenta do reino e bati de novo. Com essa mistura, fiz pequenas bolinhas e coloquei em uma forma untada com azeite. Levei ao forno médio preaquecido e deixei cerca de 20 minutos, sacudindo a forma de vez em quando para as almôndegas cozinharem por igual. Nesse meio tempo, fiz o molho: refoguei 1 cebola pequena picada em 2 colheres de manteiga por cerca de 5 minutos, adicionei 2 colheres de sopa de farinha de trigo e cozinhei mais um pouco, mexendo sempre, até formar uma pasta. Acrescentei 1 xícara de leite e 2 xícaras de creme de leite, misturei até tudo se incorporar e deixei cozinhar por 10 minutos. Juntei as raspas e o suco de 1 limão, temperei com sal e pimenta branca moída na hora, juntei as almôndegas e deixei cozinhar mais 5 minutos. 

Receita diferente para uma ocasião especial!

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quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Filé de frango ao molho de lemon pepper

Como você se sente encarando o mesmo filézinho de frango grelhado todos os dias? É desanimador, não é? Como sou incapaz de encarar uma refeição desanimadora, sempre busco soluções criativas para ingredientes simples e numa dessas minhas buscas encontrei essa receita ótima do blog Cozinhando para 2 ou 1. É ideal para o dia a dia - muito rápida e simples, mas não deixa nem um pouco a desejar em termos de sabor. 

Comecei temperando 2 filés de frango com 1 colher de sobremesa de lemon pepper  (que é um tempero pronto feito com raspas de limão granuladas e pimenta do reino moída) e 1 punhado de sal rosa. Fritei os filés dos dois lados, até ficarem douradinhos e, enquanto preparava o molho, levei ao forno baixo para não esfriar. Acrescentei 1 copo americano (200 ml) de leite desnatado na frigideira do frango e misturei com uma espátula, incorporando o tempero e o caldo. Misturei no copo americano 1 colher de sopa de amido de milho com mais 200 ml de leite até se incorporarem completamente (misture bem para não ficar caroços) e depois juntei ao molho da frigideira. Fui adicionando leite e a misturinha de leite com amido de milho aos poucos e misturando até o molho obter a consistência de um creme e eu conseguir a quantidade desejada. Devo ter usado mais uns 200 ml de leite (cerca de 500 ml no total). Despejei o molho em cima do filé de frango e servi com arroz branco e escarola.


Franguinho de todo o dia diferente!

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Camarão na moranga inesquecível!

Imagina um prato dos deuses, que você não consegue evitar o "huuuuum" a cada garfada! Que você repete 1, 2 vezes e ainda tem vontade de comer mais! Que você fica sonhando com ele no dia seguinte! Esse camarão na moranga que minha mãe preparou ontem provocou isso e muito mais! Juro, uma das coisas mais gostosas que eu já comi na minha vida. E olha que não se trata de nenhuma especialidade da Ritinha - foi a primeira vez que ela o cozinhou (e eu espero que não seja a última!). Ela se inspirou nessa receita do Clube Gourmet Fischer e deu super certo! 
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Se eu te falar que a preparação não é complicada, você acredita? Bom, não é. Requer um pouco de tempo e paciência para tirar a tampa e as sementes da abóbora. O resto é relativamente simples. Então, por que não tentar agora?!

O Peter cortou a tampa e tirou as sementes e a polpa fibrosa de uma abóbora moranga grande, embrulhou com papel alumínio e levou ao forno por cerca de 1 hora. Como não foi suficiente, finalizou o cozimento no microondas - foram necessários mais cerca de 20 minutos. 


 
A estrela do dia!

Nesse meio tempo, minha mamãe fez o molho de camarão.   Ela refogou  1 cebola e 2  dentes de alho picados em  uma colher de sopa de azeite e depois acrescentou os camarões já temperados e 1  xícara de molho de tomate. Deixou cozinhar por cerca de 15 minutos (até começar a ferver e depois mais 5 minutos). Em outro recipiente, misturou 2 colheres de sopa de farinha de trigo em 1/4 de xícara de leite e juntou ao camarão refogado. Temperou com sal e pimenta do reino e deixou cozinhar em fogo baixo por mais 5 minutos, até o creme engrossar. Depois, adicionou 1 lata de creme de leite, 1 1/2 pote de requeijão e um pouco da poupa da abóbora. Por fim, besuntou a parte interna da abóbora com requeijão, despejou o molho de camarão dentro da abóbora, decorou a superfície com (mais!) requeijão e levou ao forno alto por 10 minutos. Antes de servir, salpicou um pouco de cheiro verde em cima do recheio. O resultado foi essa obra de arte aí embaixo. Satisfação garantida!!!


Camarão + abóbora moranga: clássico da culinária
paulistana, não tem como dar errado!


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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Abobrinha recheada com carne moída

Ontem quem foi para a cozinha foi o meu marido, o Julio, para preparar mais uma versão da nossa querida abobrinha (ou seria aboborona?). Dá uma olhada no tamanho da criança na foto abaixo:

Tive que colocar esse deselegante garfo do
lado para vocês terem uma ideia da dimensão...

A versão tamanho família foi recheada com carne moída, assada e gratinada. Para recheá-la foi preciso cerca de 700 gramas de carne! :o 
O Julio começou cortando a abobrinha longitudinalmente e temperando com sal e pimenta do reino. Depois, temperou a carne com sal, pimenta do reino, pimenta caiena, pimenta calabresa e noz moscada (foi criativo!) e refogou em cerca de uma colher de azeite, 2 cebolas médias picadas no mixer e 5 dentes de alho amassados até ficar bem sequinha. Recheou as abobrinhas generosamente com a carne moída refogada, cobriu com bastante muçarela e levou ao forno alto por cerca de 30 minutos, na grelha de cima. Depois, passou para a grelha de baixo, onde ficou mais uns 10 minutos, para gratinar. Deu umas 10 porções...rs Não tente isso em casa, a não ser que tenha uma boa audiência para compatilhar! Ou melhor, tente, mas com uma abobrinha deste mundo! Ficou uma delícia! E o temperinho do Juju fez toda a diferença!

O bom é que a gente não precisa ficar com medo de passar vontade!
Miam!!!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Risoto de abobrinha

Olha só, é época de abobrinha e o pé no sítio está carregado! Isso significa que toda semana trazemos quilos delas pra casa. Isso significa que teremos que ser criativos para dar cabo de todas sem enjoar. Isso significa que você a verá bastante por aqui no decorrer da semana! A intenção é usar o ingrediente em diferentes preparações para evitar o desperdício porque o mar não está pra peixe! Mas, ao mesmo tempo, usar a criatividade para que essa época de fartura não fique pra sempre gravado na nossa mente, até chegar ao ponto de não comermos mais abobrinha.  Na última segunda, a passagem da amiga de longa data, Soraya (querida!),  lá em casa foi uma ótima desculpa pra preparar esse risotinho de abobrinha. Você sabe que receita de risoto é praticamente tudo igual. O que muda é o ingrediente usado e como ele será preparado. Eu já postei várias receitas de risoto por aqui (como a de paio com couve, aborbrinha e contra filécamarão ....huuuuummm), mas como em cada uma delas mudei alguma coisa, aqui vai outra receita de risoto! Comecei fazendo um caldo de legumes, colocando 1 cebola picada, 1 cenoura cortada em bastonetes grandes, 3 folhas de alho poró, 2 raminhos de tomilho, 2 dentes de alho inteiros sem casca, 3 ramos de salsinha e 5 bolinhas de pimenta do reino para ferver em 2 litros de água durante 1 hora (comecei cedo!), com a panela destampada. Cortei 1 abobrinha média em cubos pequenos e reservei. Quando o caldo ficou pronto, refoguei 1 cebola pequena e 3 dentes de alho picados em 1 colher de manteiga sem sal e depois acrescentei 500 gramas de arroz arbóreo e deixei fritar, mexendo sempre, por cerca de 5 minutos. A partir daí começou o processo contínuo de colocar líquido aos poucos e mexer, que é a base da preparação do risoto. Primeiro, fiz isso com 350 ml de vinho branco seco. Depois, continuei com um pouco mais de 500 ml do caldo de legumes. Ao mesmo tempo, preparei a abobrinha: em uma frigideira grande, fritei 50 gramas de bacon picado até ficar dourado e depois salteei a abobrinha picada até ficar ficar levemente cozida (a cor escurece um pouco, mas ela continua firme). Quando o grão estava quase no ponto certo, nem cozido e nem cru (al dente), acrescentei a abobrinha e mais cerca de 200 ml de caldo (aos poucos) e continuei mexendo. Para finalizar, coloquei mais 100 ml de caldo e deixei cozinhar mais 5 minutos, sem mexer. Desliguei o fogo e misturei 1 colher de manteiga sem sal e 1 punhado de queijo parmesão fresco ralado. Missão abobrinha 1, check! So, apareça mais! :)

O risoto é sempre uma
ótima opção para receber
 amigos!


sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frikadellen - hamburguinhos alemães

Eu não sei se essa é a receita original do Frikadellen. O que eu sei é que comia no café da manhã todos os dias em um festival de heavy metal de 4 dias que fui na Alemanha nos idos dos anos 2000. Era um copo de café e um Frikadellen lá pras 8 da matina, quando começava a passagem de som das bandas e poucas almas conseguiam continuar dormindo (como se alguém dormisse at all...rs). Uma hora depois, a dieta já passava a ser chopp e...bom, chopp! Das 10 da manhã à meia noite, dando espaço para uma pizza ou um salsichão no decorrer do dia. Bons tempos! Enfim, quando voltei para o Brasil, resolvi preparar o negócio do meu jeito e essa é a receita que uso desde então. Dizem que o frikadellen também é conhecido como bouletten, aquele bolinho de carne que tem no cardápio de todo restaurante alemão. Eu acho diferente, no mínimo, porque o primeiro é grelhado e esse último, frito em imersão. Mas posso estar enganada. O que importa é que o mini hambúrguer sempre faz sucesso em toda festa alemã que organizo e dessa vez não foi diferente: não sobrou nenhum pra contar a história e muito menos para tirar a foto. Comecei temperando 2 quilos de patinho moído com sal e pimenta do reino. Misturei bem, amassando com as mãos, para que a carne ficasse mais grudadinha. Acrescentei 1 cebola grande ralada, 1 maço de salsinha e 1/2 maço de cebolinha picados - mais ou menos 2 xícaras e 1 xícara, respectivamente. (Essas quantidades servem cerca de 20 pessoas. Para fazer para menos pessoas, basta dividir proporcionalmente ou misturar tudo no olhômetro mesmo). Amassei mais um pouco e fui formando bolinhas pequenas e achantando-as com as mãos pra ficar no formato de um hambúrguer.  O próximo passo foi simplesmente levar à grelha, por cerca de 2 minutos de cada lado. Os acompanhamentos são infinitos: picles, pão, salada de batata, só mostarda, enfim, o que a imaginação e a fome mandarem! 

São ou não de morrer?

Obs.: Devido à impossibilidade de produzir uma foto autoral - por conta da rapidez com que os bolinhos desapareceram da mesa - usei essa publicada pelo usuário Multichill, publicada no Wikimedia Commons, plataforma de compartilhamento de imagens gratuitas do grupo Wikipedia. 

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Kartoffelsalat - salada de batata alemã

Sábado reuni alguns amigos para comemorar a Oktoberfest e a atração da festa foram, claro, as deliciosas comidas típicas! Comprei comida para o dobro de convidados e, pasmem, acabou quase tudo! Teve salsichão, kassler, frikadeller e, claro, salada de batatas. Vou publicar as receitas ao longo da semana para o post não ficar muito longo. A preparação dessa salada de batatas tipicamente alemã é um pouco diferente da nossa e é isso que dá aquele gostinho diferente que a gente não consegue identificar o que é! Mas é bem fácil e dá pra fazer em poucos minutos. Cozinhei 2 quilos de batatas médias descascadas em água e sal até ficarem macias, mas firmes. Sempre tento comprar batatas do mesmo tamanho, para que o cozimento de todas seja uniforme. Cortei as batatas em rodelas e deixei marinando em 300 ml de caldo de carne e 300 ml de vinho branco seco por cerca de 20 minutos (se você não tiver caldo de carne pronto e também não estiver a fim de fazer, substitua pela mesma quantidade de vinho branco). Escorri o líquido e temperei com sal, pimenta do reino branca e azeite (à gosto), 200 ml vinho branco, 1 cebola grande passada no processador e 2 xícaras de cebolinha picada. Geralmente, acrescenta-se pepino em conserva picado, mas como não é todo mundo que gosta, dispensei. Deixei na geladeira por 1 hora, que foi o tempo exato do pessoal começar a chegar. Os acompanhamentos não poderiam ser mais óbvios - e perfeitos - salsichão e chucrute e mostarda! Ein Prosit!

Não precisa de mais nada! Só da cerveja, claro!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Nachos caseiros

Quem disse que não dá para fazer os deliciosos nachos de milho, estilo Doritos, em casa? Além de acompanhar a guacamole e o sour cream, também fazem bonito com patês e molhos diversos! No último sábado, recebi alguns amigos para uma noite mexicana e eis que inventei de fazer não só as tortillas, como também os nachos. Se você quer uma receita simples, rápida e fácil, de encher os olhos e impressionar a audiência, passe longe dessa! É demorada e trabalhosa! Passei a tarde na cozinha preparando nachos para 6 pessoas. Mas o resultado, sem dúvida, vale a pena! O gosto não se compara ao daquele super industrializado com o qual estamos acostumados.
O começo é simples: misturei 2 xícaras de farinha de milho fina, 2 xícaras de farinha de trigo e sal em uma tigela grande e depois adicionei água aos poucos e amassei com as mãos até formar uma massa lisa e homogênea, que desgruda das mãos. Depois começa o perrengue: separei a massa em uns 6 pedaços e abri cada um deles com um rolo até ficar um pouco maior do que a minha mão. Usei máquina de macarrão para continuar abrindo a massa, passando da espessura 0 até a 5, para ficar bem fina. Esse processo é um pouco trabalhoso, porque a massa é rígida e quebradiça (se quebrar, não desanime! Continue esticando até ficar bem fina, mesmo que os pedaços fiquem pequenos). Depois, cortei as dezenas de pedaços de massa esticados na minha mesa em forma de triângulo, coloquei em formas grandes e pincelei os dois lados com óleo de canola. Levei ao forno médio até começarem a dourar. Eu assei em 4 fases, porque não tinha nem forma e nem espaço suficiente no forno para assar tudo de uma vez só. Muitas horas e algumas fornadas depois, saíram meus nachos do forno, lindos de morrer e deliciosos! Não sobrou 1 pra contar a história!
   

O processo

O resultado final!


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Risoto de fraldinha e vinho tinto

Observação número 1: o prato escolhido para a noite quente de ontem não foi o ideal, ainda mais porque veio acompanhado de uma taça de vinho tinto. Já se sentia o suadouro causado pela dupla logo na primeira garfada. Conclusão: realmente, não dá para tomar vinho tinto no verão (pelo menos no brasileiro). Não é preconceito. Não é regra de etiqueta. Simplesmente não dá! Observação número 2: o vinho do risoto também contribuiu para o fogacho! Conclusão número 2: não dá pra harmonizar vinho com vinho no verão! Enfim, a escolha foi infeliz para uma noite tão quente. Mas que tava bom, tava! A gente comeu e repetiu e ficou feliz da vida! Mas o vinho ficou só na primeira taça. Fato sem precedentes... Enfim, vamos à receita. Limpei e cortei em iscas cerca de 1/2 quilo de fraldinha. Em uma panela média, refoguei 1/2 cebola picada em 1 colher de sopa de azeite, adicionei a carne e temperei com sal e pimenta do reino. Deixei fritar até a água secar, mexendo de vez em quando. Adicionei 1 xícara de arroz comum e, aos poucos, 1/2 garrafa de vinho tinto, sem parar de mexer. Quando o vinho acabou, comecei a adicionar aos poucos e mexendo 1/2 litro de caldo de legumes. No final desse processo, o arroz já estava quase no ponto. Deixei cozinhar mais uns 10 minutos com o fogo baixo. Desliguei o fogo, acrescentei 1/2 colher de sopa de manteiga e 1/2 xícara de queijo parmesão fresco ralado. Misturei bem e servi em pratos fundos com mais queijo ralado! Ficou bonito e gostoso! rs

Um bom risoto vai bem em
qualquer ocasião! Só que não...rs

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Pimentões recheados com quinoa

Há algum tempo estava namorando essa receita do blog Garden Gazer que encontrei no Pinterest e o fato de pimentões amarelos e vermelhos estarem em promoção no mercado deu aquele empurrãozinho que faltava para eu ir pra cozinha! Inclui carne moída e pimenta para dar um toque mais mexicano e menos vegetariano e ficou simplesmente maravilhoso! Comecei lavando, tirando o caroço e a parte branca interna e cortando ao meio 1 pimentão de cada cor - amarelo, vermelho e verde. Reservei. Cozinhei em água e sal 1 xícara de quinoa em grãos, como indicado nesse post. Enquanto a quinoa cozinhava, fiz o resto do recheio: em uma panela grande, refoguei 1 cebola, 4 dentes de alho e 2 pimentas malaguetas picadas em 1 colher de sopa de azeite. Depois, acrescentei 1/2 quilo de carne moída, temperei com sal e pimenta do reino e salsinha e deixei fritar até a água secar - mexendo sempre, para ficar bem soltinha. Acrescentei 2 tomates picados, deixei no fogo até o tomate desmanchar e formar um molho e juntei 2 xícaras de feijão preto (cozido, refogado e temperado), 1 xícara do caldo do feijão e a quinoa cozida. Misturei tudo, ajustei o tempero e deixei no fogo mais uns 10 minutos para  engrossar o caldo e apurar o tempero. Dispus os pimentões em 2 formas grandes, recheei com o meu, digamos, chilli com carne e quinoa, salpiquei muçarela ralada e levei ao forno alto até o queijo derreter. Para acompanhar, apenas os tradicionais guacamole e sour cream. Precisa de mais?

Combinação perfeita!



terça-feira, 18 de outubro de 2016

Brigadeiro gourmet

Quando bate aquela vontade incontrolável de comer um doce, o que você faz? Eu, geralmente, vou dormir com vontade, porque nunca tem doce nenhum na minha casa...rs Já ouvi dizer que muita gente resolve a situação preparando um brigadeiro básico, pra comer de colher, da panela mesmo! Inspirada nesse clichê, lá fui eu pra cozinha numa noite chuvosa pós-feriado dar um jeito de saciar minhas dragas. Como tinha um pedaço de uma barra de chocolate meio amargo - que está há meses acenando para mim do meu armário - decidi dar uma incrementada na receita e usá-lo no lugar do chocolate em pó. Vale observar que essa foi a segunda vez na vida que eu fiz brigadeiro. A primeira foi para entreter minha sobrinha, que tinha uns 6 anos na época, e a verdade é que ela praticamente me ensinou a fazer, mas não deu muito certo...rs. Dessa vez, deu! Foi super fácil e ficou uma delícia!!! Em uma panela pequena, fora do fogo, misturei 1/2 xícara de creme de leite com 1 xícara de farinha de trigo até formar um creme homogêneo. Juntei 1 lata de leite condensado e levei ao fogo baixo. Quando esquentou, acrescentei 200 gramas de chocolate meio amargo picado e mexi até desgrudar da panela. Não precisou nem levar à geladeira para que ficasse com a consistência e o gosto perfeitos! Cremoso, brilhante, um sonho! Como deve ser um bom brigadeiro! 


Para enrolar meu brigadeiro, usei com o mesmo
chocolate da receita (ralado)!




quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Missão resgate: frigideira de batata, abobrinha, linguiça defumada e bacon

Não é light! Aliás, é uma bomba calórica! Mas, às vezes, só uma gordurinha salva! Eu passei 30 anos sem comer bacon e nem torresmo. O torresmo entrou na minha vida quando comecei a almoçar virado à  paulista num boteco perto do escritório. No começo, eu dispensava. Depois que comi um, totalmente influenciada pelas minhas colegas de trabalho, Rita e Mariangela, já era! Hoje, eu amo! O bacon foi culpa do meu marido. O cara é apaixonado e eu acabei indo na onda. Não amo. Vivo sem. Incluí nesse prato porque tinha sobrado de uma noite que fizemos hambúrguer e já estava quase indo pro saco. Aliás, essa foi mais uma daquelas ocasiões em que aproveitei tudo que já estava fazendo aniversário na geladeira pra preparar um jantar novinho em folha! Enquanto caçava os ingredientes, já fui pensando na preparação e deu no que deu! Comecei cozinhando 4 batatas médias descascadas e cortadas em 4 em 1 litro de água fervente e 1 colher de sopa rasa de sal até começarem a ficar macias. Escorri e reservei. Em uma frigideira grande, fritei 6 fatias de bacon (3 de cada vez) até ficarem crocantes. Reservei. Depois, foi as vez das linguicinhas defumadas (o Peter - meu padastro, vocês já sabem - trás umas da marca Hillshire Farm, dos Estados Unidos, que são uma loucura!). Fritei na mesma frigideira até ficarem douradas. Reservei. Fiz o mesmo com as batatas e depois juntei 1 1/2 abobrinha picada e temperei com sal e pimenta do reino. Quando a abobrinha ficou al dente, adicionei as linguiças e 1 xícara de champignons em conserva fatiados. Deixei no fogo médio por cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. Ajustei o tempero, reguei com azeite e dispus as fatias da bacon em cima. Indecência total!

Comendo COM culpa! rs


terça-feira, 27 de setembro de 2016

Polenta cremosa com molho de linguiça de pernil

Na noite da última segunda (também conhecida como ontem), meu marido, o Julio, foi mais uma vez pra cozinha preparar um comidinha aconchegante e quentinha, ideal para o friozinho gostoso que fez. A dupla polenta + molho é muito versátil, econômica e democrática! Seu principal ingrediente, o fubá, é barato, não tem glúten e combina com uma variedade de ingredientes. Impossível não conseguir fazer um acompanhamento com alguma coisa que você já tem em casa. O Julio usou cerca de 500 gramas linguiças de pernil sem pele e esmagadas, que foram bem fritinhas e refogadas  com cebola e alho. Adicionou 2 latas de tomate pelado (tomates de 1 lata picados e de outra lada, inteiros), temperou com sal, pimenta do reino e ervas finas e deixou apurar por cerca de 15 minutos em fogo baixo. Se precisar, adicione um pouco de água. A polenta ele fez assim e temperou com sal, pimenta do reino branca e ervas finas secas (coringa!). Essa quantidade serve 4 pessoas (famintas!). Depois, foi só servir num prato fundo com o molho por cima. Me fala se essa receita não é quase tão rápida quanto esse post? Ideal para preparar durante a semana! Que tal hoje? Garanto que não tem como dar errado!

Companhia perfeita
para uma noite fria!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Calzone de peito de peru

Engatei numa onda de fazer massas que tá uma beleza! Primeiro, porque tenho conseguido cozinhar todos os dias! Segundo, porque fazer massa é gostoso, relaxante e, acredite, fácil! Quase uma terapia! Essa massa de calzone é a mesma que uso para fazer pizza. A receita é super coringa porque além de ser fácil de fazer, fica pronta rapidinho e você pode rechear com qualquer coisa. Misturei em uma tigela grande 2 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de sopa de açúcar, 1 colher de chá de sal, 1 colher de sopa de fermento em pó, 2 colheres de sopa de azeite (pode ser óleo), 2 colheres de sopa de cachaça e 2 xícaras de água, nessa ordem. Comecei misturando tudo com uma colher de pau e quando a massa começou a dar liga, usei as mãos. Adicionei mais cerca de meia xícara de farinha e continuei misturando até a massa ficar homogênea e não grudar mais nas mãos. Sovei até a massa ficar lisinha e deixei descansar por 10 minutos. Nesse meio tempo, misturei 2 xícaras de peito de peru ralado com 1 xícara de Catupiry até formar uma pasta. Temperei com 1 colher de café de sal, 1 colher de sopa rasa de ervas finas secas e pimenta do reino branca e mexi bem. Abri a massa um rolo, dispus o recheio no meio, espalhando um pouco no comprimento, e dobrei a parte da massa vazia sobre a parte recheada. Fechei o calzone enrolando e pressionando a borda. Levei ao forno (pré-aquecido na temperatura máxima) até a massa começar a dourar, o que leva cerca de 20 minutos. Cortei em fatias grossas e finalizei com azeite e pimenta do reino. Difícil foi comer uma só!

É só fechar a pizza! rs




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Fajitas com tortillas caseiras

As famosas Fajitas mexicanas são, basicamente, algum tipo de carne cortada em iscas refogada com cebola, pimentão, temperos e especiarias. Eu tinha um bom pedaço de lombo de porco na geladeira e foi ele o ingrediente principal das minhas Fajitas, que fizeram a gente feliz no jantar de segunda (tô atrasada!). Em uma panela tipo wok, fritei cerca de 1/2 quilo de lombo cortado em iscas (já temperado com sal e pimenta do reino) em um fio de azeite. Quando ficaram dourados, tirei do fogo e reservei. Na mesma panela, refoguei 1 cebola média, 1/2 pimentão verde e 1/2 pimentão amarelo cortados em tiras até começarem a ficar macios. Juntei o lombo, acrescentei mais um pouco de sal e pimenta do reino, misturei tudo e deixei cozinhar por mais uns 10 minutos, até os legumes ficarem macios. Acrescentei 1 tomate grande cortado em cubos, desliguei o fogo e fechei a panela. Preparei as tortillas misturando em uma tigela grande 3 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de chá de sal e 1 colher de sopa rasa de fermento em pó. Acrescentei, mexendo com uma colher de pau, 1/3 de xícara de óleo de canola e 1 xícara de água, aos poucos. Quando ficou muito difícil usar a colher, passei a manusear a massa com as mãos e depois sovei um pouco (durante uns 5 minutos) em uma superfície enfarinhada. Dividi a massa em 12 bolinhas, cobri com um pano de prato limpo e deixei descansar por 15 minutos. Abri cada uma delas com um rolo de macarrão, formando um disco do tamanho de um pão sírio, e fritei dos dois lados em uma frigideira rasa e antiaderente até ficarem ligeiramente douradas. Depois de muito lutar para comer tortillas sem se deparar com o recheio caindo no meu colo, descobri que o melhor é colocar o recheio no centro, dobrar a parte de baixo e depois dobrar as laterais, formando um envelope. Tortillas consumidas sem medo de ser feliz!

Ta aí!




terça-feira, 20 de setembro de 2016

Torta de amoras com massa de limão

Essa semana o Peter trouxe mais de 1,5kg de amoras do sítio e eu implorei para ficar com elas, pensando na massa de torta doce que eu tinha feito na noite anterior. A receita original, do livro Tortas Caseiras, de Angela Boggiano, usava frutas vermelhas variadas. Adaptei pra conseguir fazer com o que tinha na mão.  Em uma tigela grande, misturei 200 gramas de farinha de trigo, 1/4 de colher de chá de sal, 2 colheres de sopa de açúcar e 50 gramas de manteiga gelada cortada em cubos com a ponta dos dedos, até obter a tal da farofa. Acrescentei mais 50 gramas de manteiga e misturei novamente. Adicionei aos ingredientes secos, aos poucos, 1 ovo batido misturado com 1 colher de sopa de suco de limão siciliano e fui agregando os ingredientes com as mãos até conseguir formar uma bola. Talvez não seja necessário usar todo o líquido (eu não usei). Sovei ligeiramente até a massa ficar homogênea, embrulhei em filme plástico e deixei na geladeira até a noite seguinte. Se você for fazer tudo em um dia só, 1 hora é suficiente. Se deixar para o dia seguinte, aguarde pelo menos 30 minutos para abrir a massa, porque ela fica meio dura. Nada que uma força bruta não resolva...rs Recheio: Em outra tigela grande, misturei 600 gramas de amoras frescas, 50 gramas de açúcar mascavo, 1 colher de sopa de amido de milho, 1 colher de café de canela em pó e 3 colheres de sopa de licor de cassis (ou de outra fruta). Reservei. Abri a massa em uma superfície enfarinhada formando um disco grande, de cerca de 30 cm de diâmetro. Enrolei a massa no rolo e acomodei em uma forma para tortas de cerca de 26 cm. NÃO use a de fundo removível, porque o caldo do recheio escorre e vira a maior lambança - experiência própria. Acho que forrar o fundo com papel manteiga resolve o problema (e, pensando agora com os meus botões, deve ajudar bastante na hora de desenformar). Transfira o recheio para a forma com a massa e dobre o excedente sobre o recheio. O centro do recheio ficará exposto. Leve ao forno alto por 30 minutos, ou até a massa dourar e o recheio começar a borbulhar. Juro que foi uma das sobremesas mais gostosas que eu já comi. Orgulho de mim! :)


Olha como ela fica antes de assar! Ok, acho que
 calculei um pouco errado as sobras de massa...rs

Quem se importa?

sábado, 17 de setembro de 2016

Espaguete oriental à moda da Crispirinha

Aqui em casa esse negócio de usar o que tem na geladeira nas refeições do dia a dia é regra. Dificilmente faço aquele tipo de refeição que você tem que planejar com antecedência e comprar tudo do zero. Às vezes, um ingrediente que tá abandonado há algum tempo no congelador me inspira a fazer alguma coisa pra reunir os amigos e a família e uma simples refeição durante a semana vira evento. Um pouco de carne moída pode virar uma deliciosa Sheperd's Pie e o resto do salmão do fim de semana pode virar o acompanhamento ideal para uma boa massa. A inspiração para esse espaguete com cara de Yakissoba não foi diferente. A carne do churrasco e alguns legumes que eu tinha comprado há alguns dias deram origem a esse prato delicioso sem que eu precisasse gastar um centavo! E, para melhorar, a preparação é fácil e rápida. Bom demais! Cozinhei metade de um pacote de espaguete em bastante água e 1 colher de sopa de sal. Nesse meio tempo, fritei 2 bifes grandes de contra-filé limpos cortados cubos médios em um fio de óleo em uma panela tipo wok até ficarem marrons por fora, mas rosa por dentro. Tirei da panela e reservei. Na mesma panela, refoguei 1 cebola média picada grosseiramente e 4 dentes de alho laminados em 1 colher de sopa de azeite. Eu sempre frito a cebola antes, até ficar transparente, e depois adiciono o alho, para não queimar. Quando começaram a ficar dourados, adicionei os ramos de 1 brócolis ninja (devidamente lavados, claro) e 2 cenouras médias cortadas em cubos grandes. Temperei com sal e pimenta do reino branca, adicionei 1 copo americano de água e tampei a panela. Depois de cinco minutos, adicionei a carne e o espaguete - que deve estar um pouco durinho, um ponto antes de ficar al dente, pois terminará de cozinhar com os legumes e a carne. Também não precisa escorrer - basta tirar da panela do cozimento com uma pinça e colocar direto na wok. Acrescentei 1 colher de sobremesa de gengibre ralado (pode ser 1 colher de sopa rasa de gengibre em pó), 1/2 xícara de molho de soja e ajustei o sal e a pimenta do reino. Misturei tudo e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos, mexendo de vez em quando. Adicione mais gengibre e molho de soja se preferir um sabor mais acentuado. Essa quantidade dá pra umas 4 pessoas, mas se dobrar a receita, pode chamar os amigos que rende bastante! E se tiver algum vegetariano na banca, e só dispensar a carne!

Dá pra acreditar que foi resultado de
uma missão resgate na geladeira? 

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Torta de maça

Essa torta é tão fácil de fazer que preparei em alguns minutos depois do jantar em pleno dia da semana. O tempo total de preparo é relativamente longo, por conta do período de descanso da massa e do tempo de forno, mas o tempo de "mão na massa" mesmo é bem curto. Dá, inclusive, para deixar a massa pronta de um dia para o outro na geladeira ou até para congelar. Como eu estava inspirada na noite em questão, fiz tudo no mesmo dia. Vale a pena mencionar que essa foi a primeira vez que fiz uma torta doce na minha vida! Responsa... Usei uma receita de massa básica para tortas: 120 gramas de farinha de trigo, 30 gramas de açúcar, 75 gramas de manteiga sem sal e 1 gema. Misturei a farinha de trigo e a manteiga com os dedos até formar um farofa e depois acrescentei o açúcar e misturei da mesma forma. Adicionei 1 gema e amassei delicadamente, sem sovar, até formar uma massa homogênea. Deixei na geladeira por 30 minutos. Nesse meio tempo, fiz o recheio: descasquei, tirei o miolo e cortei 3 maçãs pequenas em cubos médios. Em uma tigela pequena, misturei a maçã, o suco de 1/2 limão siciliano, 1/2 colher de chá de canela em pó, 1 colher de farinha de trigo, 2 colheres de sopa de açúcar mascavo e noz moscada. Tirei a massa da geladeira e dividi a massa em 2 pedaços. Primeiro, abri a base com um rolo de macarrão colocando-a sobre dois sacos plásticos (próprios para cozinhar), formando um círculo de cerca de 18 cm - para forrar uma forma pequena de 14 cm. Abri 2 bases, forrei as forminhas e depois abri a tampa, que pode ser um pouco menor. Coloquei bastante recheio dentro das formas e fechei as tortinhas pressionando a massa de cima contra a massa da base, tirando as sobras de massa e beliscando as duas partes contra as laterais da forma (formando aquela ondinha tradicional ao redor das tortas). Salpiquei um pouco de açúcar e levei ao forno até a superfície começar a ficar dourada (uns 30-40 minutos). Ficou tão boa e eu gostei tanto da experiência, que me empolguei e fiz uma outra receita de massa doce para terminar de preparar no dia seguinte. Ou seja, mais tarde teremos torta doce de novo. E a dieta, vai pras cucuias...misto de alegria e tristeza! rs

Um docinho de vez em quando não faz mal pra ninguém!

Fraldinha grelhada com legumes e purê de batata

Na última terça feira meu marido me presenteou com esse jantar mais do que caprichado e eu, como retribuição, resolvi fazer uma sobremesa, que é algo raro lá em casa. Ele é uma formiga e eu não sou muito chegada a doces - tanto que raramente você vê uma receita de sobremesa aqui. Mas tendo em vista as 3 maçãs abandonadas na gaveta da minha geladeira e a minha vontade de fazer um docinho para o Juju, me enchi de razão e encarei a tarefa, com bastante entusiasmo, aliásA preparação do jantar foi muito simples! O Julio limpou e separou os ramos do brócolis e da couve flor, cozinhou por 5 minutos em água fervente e depois colocou em uma tigela com água e gelo, para interromper o cozimento. Essa técnica se chama branqueamento. Depois, refogou rapidamente com um pouco de azeite e alho laminado. O purê, que ficou ridiculamente bom, ele fez de um jeito diferente do que eu e maioria (acho) faz. Em uma panela pequena, refogou 1 cebola pequena picada em 1 fio de óleo de canola, acrescentou 4 batatas cozidas e amassou grosseiramente. Juntou mais 1 colher de manteiga e 1 xícara de leite e bateu com uma colher de silicone até ficar bem cremoso. Por fim, cortou 1 peça de fraldinha bem limpa em 4 pedaços grandes, temperou com sal e pimenta do reino e fritou 1 dos pedaços em um pouco de azeite na frigideira tipo grelha (também conhecida como bistequeira). E pronto!!! Mandei uma taça de Savigon Blanc mesmo porque tinha sobrado de um dia qualquer e eu não ia deixar estragar, né? Foi depois de tudo isso que eu resolvi fazer a tal da torta. Mas essa vai ficar para o próximo post! Até lá!!!


Nota 10 para o jantar do maridão!
 Obrigada, amor!



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ragu de fraldinha e paio

Quando não dá tempo de fazer um ragu de respeito, como manda o figurino - horas de cozimento na panela comum - simplesmente coloco tudo na panela de pressão, sem o menor pudor! O resultado é sempre um molho igualmente suculento e saboroso, que fica pronto rapidamente, e portanto, dá pra preparar com folga durante a semana. Faz bonito tanto para um jantarzinho informal a dois ou para servir para a galera - é só aumentar a quantidade dos ingredientes que o negócio rende (essa receita serve 4 pessoas)! Em uma panela de pressão, refoguei 1 cebola e 5 dentes de alho laminados em um pouco de azeite até a cebola começar a ficar transparente. Acrescentei cerca de 300 gramas de fraldinha cortada em pedaços grandes e temperada com sal e pimenta do reino e fritei até a superfície começar a ficar marrom. Acrescentei cerca de 200 gramas de paio triturado no processador e deixei fritar, mexendo de vez em quando, até todos os ingredientes ficarem bem douradinhos. Juntei 5 tomates cortados em cubos médios, 1/2 litro de água e tampei a panela. Deixei cozinhar por 15 minutos após pegar pressão, abri a panela, acrescentei mais 1 copo alto de água, fechei a panela e deixei mais uns 10 minutos no fogo alto. Abri a panela, acrescentei 1 colher de café de pimenta calabresa e deixei cozinhar mais uns 10 minutos em fogo baixo, mexendo de vez em quando. Servi com penne (1/2 pacote), mas fiquei só pensando numa polentinha... miam!

Com essa combinação de ingredientes,
não tem como ficar ruim!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Risoto de camarão

Camarão é bom demais! Frito, no espeto, na massa, no coquetel, na torta, no risoto, o ingrediente é tão versátil quanto caro. Por isso, tem aparecido cada vez menos na nossa mesa. E quando aparece, tem que ser discretamente porque, além de tudo, o cara não rende! Deu que ele fez participação especial num risoto bacanudo no jantar de ontem, que improvisei com arroz comum e o resto de um recheio para torta que estava congelado há algumas semanas. Refoguei o arroz como de costume com um fio de azeite, 1/2 cebola e 4 dentes de alho picados. Quando começaram a ficar dourados, adicionei 1 1/2 xícara de arroz e um pouco de sal e deixei fritar por uns 5 minutos, mexendo sempre. Depois disso, preparei como se fosse um arroz arbóreo, mas usando água mesmo, em vez de caldo de qualquer coisa. Em uma tigela, misturei 3 ovos, 2 xícaras de creme de leite fresco, 1 xícara de ricota, 1 xícara de mussarela ralada e 300 gramas de camarão já limpos, temperados e salteados no azeite. Misturei com um batedor de arame e temperei com pimenta do reino, noz moscada e bem pouco sal. Quando o arroz ficou quase cozido (al dente), adicionei esse creme de camarão de misturei bem. Deixei cozinhar mais uns 10 minutos em fogo baixo, mexendo sempre. Desliguei o fogo, finalizei com 1 colher de sopa rasa de manteiga sem sal e misturei até a manteiga derreter. Dispensa comentários!

Risoto de camarão: não tem como não gostar

Medalhão de filé mignon com purê de batata e vagem refogada

Durante a semana, sempre que dá almoço na casa da minha mãe e quem costuma cozinhar (maravilhosamente bem, aliás) é o meu padastro Peter. Em plena segundona tivemos o inenarrável prazer de comer essa comidinha com cara de final de semana que ele preparou para nós (eu e a minha mãe). A preparação foi rápida e fácil, como exigem os almoços durante a semana. O Peter começou cozinhando 1/2 quilo de batata em água e sal na pressão por 15 minutos. Nesse meio tempo, refogou os dentes de 1 cabeça de alho em cerca de 2 colheres de óleo de soja. Quando começaram a ficar macios, juntou 1/2 quilo de vagem orgânica (lavadas e inteiras), 300 ml de água, tempero pronto Fondor, ervas finas e 1 tablete de caldo de legumes. Tampou a panela e deixou cozinhar até ficarem macias. Hora de finalizar o purê: em uma panela média, juntou a batata amassada, 1 lata de creme de leite e 2 colheres de sopa de manteiga e misturou bem, até formar um creme lindo e brilhante! Por último, fritou 3 medalhões de filé mignon generosos em 2 colheres de manteiga por uns 4 minutos cada lado. O resultado foi esse prato lindo aí embaixo, que deixou todo mundo feliz, pronto para encarar o segundo round (ou não)!

Felicidade pura!