segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Risoto de espinafre com queijo gruyére

Como quase toda segunda, saí desbravando a minha geladeira em busca do que viria a se transformar em janta. Claro que a gente nunca quer o que tá lá dentro, mas como o fim de semana foi a maior gastança, melhor se conformar e fazer o que dá com o que tem. 

Tudo parecia sem graça. Não sobrou nem uma carninha do churras de sábado pra contar história. Domingo, rolou um SpoonRocket porque a cozinheira aqui passou quase todo o dia na cama, por conta de um mal-vindo resfriado. Quase me dando por derrotada, me lembrei do espinafre que tinha sobrado do nhoque e de um pedaço de queijo gruyére que estava congelado há algum tempo e voilá! Definido o cardápio da noite!

A receita básica de risoto é refogar o arroz arbóreo com cebola e alho, acrescentar um pouco de vinho branco, temperar com sal e pimenta do reino, mexer até secar e depois ir acrescentando água ou caldo de alguma coisa (legumes, frango ou carne) até o grão ficar quase cozido. Ficou? Misture o que você quiser, deixe no fogo até o ingrediente cozinhar (se já estiver cozido, só mais uns 5 minutos) e finalize com manteiga e queijo parmesão (ou outro) ralado. As quantidades dependem do número de pessoas que você quer servir.

Para duas pessoas, usei:

150 gramas de arroz arbóreo cru
1/2 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 xícara de espinafre cozido
1 colher de sopa de manteiga sem sal
1 xícara de queijo gruyére ralado
1/2 colher de chá de sal rosa
1 colher de café de pimenta branca moída

Seguindo esse passo a passo aí em cima, risoto nenhum dá errado! 

O risoto é um prato extremamente versátil, que dá pra fazer em
poucos minutos e quase com qualquer coisa. Ótima opção
pra dar uma cara nova a qualquer ingrediente!



sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Nhoque de ricota com espinafre

Nhoque é uma coisa meio chata de fazer. Cozinha a batata. Amassa a batata. Esfria a batata. Farinha até dar liga. Amassa, estica, enrola. Nessa receita, pode esquecer tudo isso! É fácil de fazer, a massa fica com uma textura bacana pra manusear e linda de morrer! Como vai bem pouca farinha, fiz bolinhas em vez de almofadinhas, o que facilitou ainda mais o processo!

O maior trabalho de todos é limpar e higienizar 600 gramas de espinafre. Feito isso, cozinhei as folhas em água fervente por uns 2 minutos e piquei grosseiramente.

Em uma tigela grande, juntei 500 gramas de ricota bem soltinha (amasse levemente com os dedos que ela vai desgrudando), 200 gramas de queijo parmesão fresco ralado fino, 4 gemas, 200 gramas de farinha de trigo, o espinafre, sal, noz, moscada e pimenta do reino. Amassei bem até formar uma massa homogênea. 

Enrolei pequenos pedaços de massa em uma superfície enfarinhada, formando tiras grossas, e cortei pedaços de 2 dedos. Enrolei esses pedaços com as mãos formando bolinhas. 

Por fim, cozinhei os nhoques por 2 minutos em água fervente e servi com um lindo molho de tomate caseiro

Se dinheiro trás felicidade não sei, mas comida boa com certeza trás!

Comida bonita é tudo de bom!




terça-feira, 8 de agosto de 2017

Salada Tai Crocante de Quinoa e Amendoim

A maioria das noites começa comigo pensando no que vou cozinhar para o jantar. Geralmente dou uma olhada no que tem na geladeira, folheio alguns livros de receita e no fim acabo improvisando alguma coisa com o que tá na mão. Hoje, foi tudo diferente! Primeiro, porque bati o olho nessa  salada diferentona do blog Cookie e Katie e imediatamente decidi o que ia fazer. Segundo, porque é uma receita vegetariana e aqui em casa a gente é bem carnívoro. 

Sou avessa à modismos alimentares. Sempre tem um alimento milagroso da vez, que sai dos cardápios dos entusiastas da mesma forma que entra: sem ninguém saber muito bem o que é ou para que serve. Mas, ultimamente, tenho entrado numas de tentar ingredientes diferentes ou, pelo menos, preparar os mesmos ingredientes de forma diferente.  E com essa salada consegui ambos! 

Como toda salada, o esquema é praticamente misturar tudo e temperar. Bom, praticamente. rs Ela tem três passos bem rápidos.
1
Comecei batendo no processador em velocidade média, 1 xícara de amendoim sem casca e sem sal, 1 colher de óleo de coco e 2 colheres de mel até formar uma pasta bem espessa.

Assim!

Misturei 1/4 de xícara dessa pasta com 3 colheres de sopa de molho de soja, 1 colher de sopa de mel, 1 colher de sopa de vinagre de arroz, 1 colher de chá de óleo de gergelim torrado, 1 colher de sopa de gengibre ralado, suco de 1 limão pequeno e 1 pitada de pimenta calabresa. Bati durante alguns minutos com um batedor de arame, até molho ficar homogêneo.

2
Cozinhei com 3/4 de xícara de quinoa em 1,5 xícaras de água em fogo médio até a água secar. Reservei.

3
Em um bowl grande, juntei 1/4 de um repolho roxo fatiado fino, 1 cenoura ralada grossa, 1 xícara de vagem crua fatiada fina, 1/2 xícara de coentro picado e 1/4 de xícara de cebolinha.

Para quem nunca fatiou uma vagem e nem
vagem comeu crua (como eu!) na vida, ela fica assim! 

Aí sim, é só misturar tudo e salpicar amendoim salgado! Eu dispensei! (Na verdade, esqueci!).

Amei!

Quer coisa mais linda e colorida?










terça-feira, 25 de julho de 2017

Risoto de quinoa e brócolis com medalhão de filé mignon grelhado

Andava meio preguiçosa pra cozinhar. Na verdade, andava meio preguiçosa com a vida. A única atividade da qual estava conseguindo dar conta decentemente era o treino de circuito funcional da Movement Life Style que faço às segundas, quartas e sextas de manhã no Parque do Ibirapuera. Vou porque me revigora! Meu dia já começa diferente e eu fico com muito mais pique! 

Olha eu aí, no meio dessa galera linda que eu amo! 

Semana passada, depois de um evento que participei no fim de semana, o High Stakes Experiencetudo mudou. O formato, os assuntos abordados, as palestras e palestrantes, o ambiente, despertaram uma alegria e um entusiasmo que há muito tempo estavam adormecidos dentro de mim! Sabe quando você se sente uma pessoa completamente nova? Ou melhor, quando você se sente você novamente? Difícil de explicar...

Divisor de águas!

Quando a gente se reúne em volta da mesa,
a gente não compartilha só a comida...

É nesse clima que eu comecei a semana, com vontade de fazer tudo ao mesmo tempo agora e entre esse "tudo" estava retomar a programação na cozinha e a regularidade do blog! 

Então, cá estou e meu risoto de quinoa, transportado diretamente do livro Que Marravilha, do mestre Claude Troisgros. A receita é mega estrelada, mas a preparação é bem simples e rápida. O filé mignon ficou por minha conta, porque em casa a gente ama uma carninha!

Rofoguei 1/2 cebola pequena e 2 dentes de alho bem picadinhos em 1 colher de sopa de azeite. Acrescentei 200 gramas de quinoa, dei aquela fritadinha básica (cerca de 2 minutos) e acrescentei 80 ml de vinho branco e deixei no fogo, mexendo de vez em quando até secar. Acrescentei água fervente aos poucos até a quinoa ficar macia (leva cerva de 15 minutos). Juntei 200 ml de creme de leite e 13o gramas de queijo parmesão fresco ralado, sal rosa e pimenta do reino moída na na hora, misturei tudo e deixei cozinhar em fogo baixo por 5 minutos. 

Nesse meio tempo, branqueei o brócolis: basta deixar em água fervente e sal até ficar al dente e depois mergulhar em água gelada. Piquei em pedaços pequenos e adicionei na quinoa, junto com 1 colher de sopa de suco de limão. 

O filé mignon foi só fritar com um fio de azeite em uma bistequeira pra deixar aquela charmosa marquinha de gelha. Como a gente gosta mal passado, deixei 3 minutos de cada lado.

Jantar de segunda caprichado,
pra refletir o estado de espírito!

Para finalizar, servi numa louça bem bonita pra não quebrar o clima e salpiquei queijo ralado. Agradeci pelos meus dotes culinários, por ter um teto e um fogão que me permitissem cozinhar, por ter acesso a ingredientes tão especiais e por compartilhar essa refeição com duas pessoas que eu tanto amo: meu marido, Julio, e minha sobrinha, Isabella. Não dava pra ser melhor!





terça-feira, 11 de julho de 2017

Massa integral com óleo de coco para tortas doces

99 entre 100 brasileiros são apaixonados por doce! Vejo a galera maneirando no arroz e feijão, mas nunca abrindo mão do pudim de leite no buffet! Homem, mulher, criança, idoso, não há quem não abra um sorriso ao ver a mesa de doces num casamento. Por outro lado, cada vez mais pessoas estão se preocupando buscando alternativas para uma alimentação mais saudável, sem abrir mão do sabor! Por isso, há algum tempo tenho pensado em outra opção de gordura para tortas doces que não fosse a manteiga e escolhi o óleo de cocoE não é que deu certo? A receita é bem parecida com a dessa massa básica para tortas doces

Em uma tigela grande, misturei 300 gramas de farinha integral, 2 colheres de sopa de açúcar orgânico e 6 colheres de sopa de óleo de coco (nessa ordem) e misturei com uma colher. Fui adicionando água aos poucos, colher por colher (acho que foram), e amassando com as mãos até conseguir formar uma massa homogênea. Fiz uma bola, enrolei no papel filme e deixei na geladeira por 30 minutos. 

Para o recheio, cortei ao meio e fatiei em meia lua 1/2 quilo de maçã (dispensando a parte do meio com o caroço), misturei 100 gramas de açúcar mascavo, 30 gramas de amido de milho e o suco de 1 laranja. 

Abri um pouco mais da metade da massa com um rolo de macarrão, forrei uma forma redonda com fundo removível (de 23cm), despejei o recheio, abri a outra parte e fechei a torta. Fica bem gordinha!

Salpiquei açúcar de confeiteiro e canela em pó e levei ao forno alto por 30 minutos (meu forno é a gás e meio capenga, observe a potência do seu e aumente ou diminua o tempo. A superfície da torta deve ficar levemente dourada).

Prontinha pra ir pro forno!

Posso falar? Ficou fenomenal! A massa fica bem neutra, mas a doçura do sabor compensa! Nem o tradicional gostinho acentuado da manteiga faz falta! 

Pedaço do bom caminho! 💓


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sopa de legumes e carne quentinha e aconchegante pra espantar o frio!

Pouca coisa é mais aconchegante do que um prato de sopa quente em uma noite de inverno. Peraí, deixa eu reformular a frase: pouca coisa é mais aconchegante do que um prato de sopa quente e uma taça de vinho em uma noite de inverno! Pra degustar devagar, enrolada numa mantinha no sofá, só ou acompanhada, no aconchego do seu lar! É bom demais! 

Na noite de hoje optei pela clássica sopa de legumes com macarrão, também conhecida como Minestrone. Aqui na cozinha da Crispirinha é sopa de legumes mesmo, aquela que a vovó e a mamãe faziam e que a gente comia até raspar a panela! Minha mãe batia tudo no liquidificador e transformava num lindo creme, que lá em casa a gente chamava de "sopinha marrom" quando era criança! É muito amor pra uma panela só! 💗💗💗💗💗💗

Simplíssima, saudável, econômica, democrática. Qualquer um pode fazer em poucos minutos, usando poucos ingredientes. O segredo para um sabor inigualável? Rá, você saberá logo mais!

Devidamente equipada
para iniciar o piloto! rs

Cortei em cubos pequenos cerca de 1/2 quilo de coxão mole e temperei com sal rosa e pimenta do reino moída na hora. 

Cortei em cubos pequenos 1 abobrinha média e 1 cenoura grande e 1 cebola e 2 dentes de alho bem picadinhos.

Refoguei a cebola em cerca de 1 colher de sopa de óleo de coco e 1 colher de chá de azeite em uma panela grande. Quando ficou transparente, adicionei o alho. Deixei fritar por 1 minuto (até parece que eu contei... foi até o alho começar a ficar dourado...rs) e acrescentei a carne. 

Deixei a carne no fogo, mexendo de vez em quando, por cerca de 15 minutos, até que a superfície dos cubinhos ficasse marrom, mas o meio, rosado. Juntei a cenoura, adicionei 1 litro de água e deixei cozinhar até a cenoura ficar al dente (macia, mas nem tanto). 

Depois, acrescentei a abobrinha, 1 punhadão de ervas finas secas, 1 punhadinho de açafrão, 1 punhadinho de curry, 1 punhadinho de páprica doce e 1 pitada e páprica picante. Taí o segredo! Usar o mix de temperos secos de sua preferência no lugar daqueles horrorosos cubinhos de caldo industrializados. Peguei a dica do blog Comidas que não Existem e deu super certo! 

A sopa ficou com um sabor marcante, picante, quente! Ui! rs


Só falta a mantinha
 e o sofá!

Você curte uma sopinha? Tem um segredo pra dar mais sabor elas? Gostou dessa receita? Algum prato faz despestar boas lembranças? Curta, compartilhe, conte a sua histórias nos comentários abaixo, no Facebook ou no Instagram e deixe a Cris feliz!!!

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sexta-feira, 30 de junho de 2017

5 dicas infalíveis para uma festa de sucesso que ninguém nunca contou!

Passei (e passo) boa parte da minha vida organizando e frequentando todo tipo de evento e isso me fez ficar cada vez mais exigente e chata quando o assunto é receber. Por mais simples que sejam até um almoço de domingo com a família exige atenção a alguns detalhes que passam batido para a maioria das pessoas, mas que fazem toda a diferença. Acredite, você poupará muito dor de cabeça seguindo essas simples dicas!

1. Planeje-se
O planejamento de uma festa começa com uma lista de convidados. A partir daí você definirá o que será servido, a quantidade e estimará os custos (falarei sobre isso em outro post). A chance de as coisas darem errado quando você arrisca é muito grande. Então, se você não quer ter prejuízo, nunca, mas nunca mesmo pule esse passo. Após definido o número de convidados e cardápio faça uma lista de compras de mantimentos, coloque no papel tudo que você precisará para o dia - descartáveis, decoração, louças - e mãos a obra! Eu sempre monto uma planilha com todas as informações sobre o evento: número de convidados, cardápio, lista de compras e quantidades, decoração e até como tudo será disposto no dia. Acredite, poupa bastante tempo e evita imprevistos. 

2. Deixe o seu convidado à vontade
Evite impor muitas regras e horários. Deixe as pessoas à vontade para comer a hora que quiserem ou para não comer também! Algumas pessoas preferem beliscar e bebericar a sentar-se à mesa para comer. Quem se importa? No final, a intenção de toda festa é estar junto e se divertir e se as coisas são muito engessadas, perdem a espontaneidade e, consequentemente, a graça. Disponha as bebidas e comidas da melhor forma e deixe as coisas fluírem!

2. Tire o foco (só) da comida
Em 80% dos eventos que vou o assunto principal é a comida. Ou seja, todos chegam, comem e vão embora. Claro que ela é um dos pontos altos de qualquer festa e merece a devida atenção, mas vamos lembrar que o objetivo principal é reunir os amigos para uma boa prosa! Para quebrar o gelo e até incentivar as pessoas a ficarem mais (nenhum anfitrião gosta de visita de médico), sirva alguns drinks diferentes com e sem álcool, preparados na hora e de acordo com o gosto de cada um. O momento em si vira uma diversão e é bem capaz de um ou outro querer se arriscar e fazer o seu próprio. Também gosto de deixar para preparar ou finalizar algum prato simples depois que as pessoas já chegaram. Quer coisa melhor do uma reunião ao redor do fogão, como era na casa das nossas avós?

3. Marque sua festa para uma hora antes do horário real

Nós brasileiros somos atrasildos por natureza. Por alguma razão, já ficou constituído chegar 1 hora depois do horário divulgado, seja por ficarmos constrangidos quando somos os primeiros a chegar (eu adoro! rá!), seja pela falta de preocupação com horário por se tratar de um momento de lazer. A questão é: as pessoas não chegarão na hora. Então, marque sua festa sempre para uma hora antes daquela que você espera que as pessoas cheguem. Acredite, evita muita ansiedade! 

4. Seja precavido
Mesmo quando o combinado é cada um levar uma coisa, tenha pelo menos uma caixa de cerveja gelada, alguma bebida sem álcool e alguns aperitivos simples, como castanhas e azeitonas para servir logo que os primeiros convidados chegarem. Ninguém vai querer ficar de braço cruzado até a primeira leva de bebida gelar, né? 

5. Capriche na apresentação
Dê uma atenção especial a como as coisas são servidas. Toda recepção é uma ocasião especial e acho que vale a pena caprichar na arrumação - mesmo que os convidados sejam seus pais! Uma toalha bonita, flores e o jogo de jantar que você ganhou de casamento e nunca usou fazem bonito! Travessas e tigelas para servir também são bem vindas (panela do dia a dia na mesa não, não e não!).  

Uma coisa que devemos sempre lembrar é que quando abrimos a porta da nossa casa, queremos as pessoa se sintam bem-vindas e queridas! Dedicar um pouco do seu tempo a esses pequenos detalhes prova o quanto seus convidados são importantes para você! Tenho certeza que terão uma experiência inesquecível e irão querer voltar sempre! Tem prazer maior?




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quinta-feira, 29 de junho de 2017

Hoje é dia de nhoque da fortuna!!!

Reza a lenda que tudo começou em um 29 de dezembro qualquer do século IV, quando São Pantelão saiu batendo de porta em porta em um vilarejo italiano em busca de comida, se passando por um andarilho. Uma família o deixou entrar e dividiu a pouca comida que tinha, servindo exatamente 7 nhoques para cada um. São Pantaleão agradeceu a refeição e partiu. Ao tirar a mesa, a família encontrou moedas de ouro embaixo dos pratos. A história ficou famosa no mundo inteiro e deu origem ao ritual que ocorre no dia 29 de cada mês, quando coloca-se dinheiro embaixo do prato e come-se em pé os primeiros sete pedaços de nhoque. Eu nunca fui adepta da simpatia, mas esse mês resolvi aderir e pesquisar sobre essa tradição, graças à uma mala direta de mercado anunciando a data (a propaganda seria bem sucedida não fosse pelo fato de que nenhum ingrediente foi comprado no mercado em questão! Hahahaha).

Não satisfeita em apenas comprar um pacote de massa fresca, lá fui eu inventar de prepará-la em casa em plena quinta-feira na hora do almoço. Claro que me arrependi no meio do caminho, mas essas coisas não tem volta...

Resolvi usar as lindas mandiocas orgânicas do sítio em vez de batatas, pois já estavam descascadas, lavadas e pré-cozidas, o que facilitou bastante o processo. Pra que sofrer?

Coloquei quase 1,5 quilos de mandioca cortada em pedaços uniformes na panela de pressão, 1 colher de chá de sal e cobri com água. Deixei cozinhar por cerca de 20 minutos depois de pegar pressão. 

Amassei a mandioca em uma tigela e deixei esfriar um pouco. Juntei 1 ovo, 1 xícara de farinha e 1 colher de sobremesa de manteiga. Misturei tudo com uma espátula até conseguir manusear. Ela fica bem grudenta, mas é assim mesmo. Para fazer os nhoques, coloquei um pouco de farinha nas mãos e em cima da mesa. Tirei um pedaço da massa e estiquei com as mãos formando um rolinho comprido e depois cortando. É assim: você pega um pedaço de massa e coloca na superfície enfarinhada. Depois, fricciona a massa contra a superfície, em um movimento de vai e vem, esticando-a. Quando ela ficar com a espessura do seu dedão se você for mulher e do seu dedo indicador se você for homem, corte a massa em vários pedaços pequenos. Deu pra entender? Fiz isso várias vezes, até acabar a massa (ai que trampo!).

Para acompanhar, fiz um molho de lagarto desfiado bem carnudo. Refoguei na panela de pressão 1 cebola média e 4 dentes de alho picados com 1 colher de sopa de azeite. Juntei um pouco mais de 1/2 quilo de lagarto cortado em cubos, temperei com sal e pimenta do reino e deixei fritar até a carne ficar marrom. Acrescentei 1 cenoura e 2 tomates cortados em cubos, ervas finas secas e um pouco mais de pimenta do reino e dei uma refogadinha rápida. Completei com 1 litro de água, tampei a panela e cozinhei por uns 20 minutos após pegar pressão. Abri a panela, desfiei a carne, que já estava bem molinha, com um garfo e juntei cerca de 2 xícaras de molho de tomate caseiro que já tinha pronto. Deixei apurar por mais uns 15 minutos em fogo baixo.

Para terminar, cozinhei os nhoques aos poucos em água fervente, até subirem à superfície. Essa parte foi a mais trabalhosa porque, vou te contar, haja nhoque!

A essa altura do campeonato, morta de fome e cansada, os sete nhoques de pé não rolaram (é nhoque pacas!), mas o dinheirinho tava lá, como manda a tradição. Será que tem problema? rs

Almoço de quinta-feira com cara de almoço de domingo!




quarta-feira, 19 de abril de 2017

Missão resgate Páscoa 2: ragú picante de lagarto

Domingo de Páscoa teve brunch e um dos pratos era um rosbife de lagarto. Como tinha muita comida, metade da carne ficou para trás e ela virou um lindo ragú. Ragú express, mas delicioso! 

Coloquei o rosbife cortado em cubos e 1 cebola picada grosseiramente na panela de pressão com um pouco de azeite e deixei cozinhar em fogo alto até tudo começar a ficar dourado. Juntei 1 tomate picado e temperei com uns 5 raminhos de tomilho fresco, sal rosa, pimenta do reino, 1 colher de chá de pimenta caiena, 2 colheres e sopa de mostarda dijón e 1 colher de sopa de vinagre balsâmico. Acrescentei 2 colheres de sopa de farinha de trigo, misturei bem e cobri com água. Deixei cozinhar por uns 20 minutos, abri a panela e desmanchei os pedaços de carne com um colher. Acrescentei 1 colher de sopa de molho de pimenta Tabasco e deixei cozinhar mais 10 minutos em fogo baixo, com a panela destampada.

O molho ficou muuuito suculento e com um sabor bem marcante! Fez dupla bonito com um simples espaguete cozido al dente! Só faltou o vinho! 

Antes: rosbife do brunch de domingo.
Depois:  molho para o espaguete do jantar de ontem!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Missão resgate Páscoa 1: canapé de salmão, quiche de brócolis com palmito e creme de abacate com calda de chocolate

Segunda pós Páscoa não tem jeito! Sobra comida da sexta-feira santa, do churrasco de sábado e do almoço de domingo. Então, segunda é dia de salvar tudo! E eis que bateu a maior inspiração de todos os tempos e eu cozinhei um menu completo, com entrada, prato principal e sobremesa. Sem gastar um tostão! Resgatando, além das sobras do feriado, todos os ingredientes que estavam pra vencer na minha geladeira, preparei um jantar de respeito, em poucas horas, para uma porção de pessoas! Hi five! 

O cardápio da noite foi: canapés de salmão (peixe + pão do brunch de domingo), quiche de brócolis com palmito (creme base de brócolis + palmito que sobraram da produção de tortas e quiches) creme de abacate (avocados que sobraram da comida mexicana) com calda de chocolate meio amargo (tem uma barra há meses na minha dispensa que, aliás, ainda não acabou). Rá!

Comecei preparando o patê para o canapé. Simples demais! Despedacei cerca de 1/2 filé de salmão assado que sobrou com as mãos, temperei com sal, pimenta do reino branco, salsinha picada e azeite e misturei com 1/2 pote de cream cheese até formar uma pastinha. Fatiei uma ciabatta pequena e coloquei no forno por 5 minutos. Costumo servir já montados, em uma bandeja, tábua ou prato, mas ontem servi em pratinhos individuais, pois assim o patê não deixa o pão úmido e se sobrar, é só guardar as torradinhas. Fica um charme!

Salmão do feriado de roupa nova!

Para a quiche, usei essa receita aqui! Apenas adicionei 1 xícara de palmito picado ao creme de brócolis e salpiquei a superfície com bastante queijo parmesão. Servi com uma salada de alfaces variadas. Não precisa de mais!

Dupla básica: quiche +salada

Por fim, preparei um creme de abacate rapidão com os avocados que sobraram da comida mexicana da semana passada (Rá!). Derreti 100 gramas de chocolate meio amargo no microondas, aquecendo durante 1 minuto em potência alta (em um pote de vidro refratário). Retirei do microondas, acrescentei um pouquinho de água e misturei bem, até todo o chocolate derreter e reservei. Bati no liquidificador 2 avocados, 1 copo americano de leite e 1/2 pote de iogurte. Com uma colher bailarina, passei chocolate em toda parte de dentro de 3 taças de café e completei com o creme de abacate. Fiz uma versão mais light, colocando apenas 1 colher de sopa de chocolate na superfície. Deixei na geladeira até hora de servir. 

Teve sobremesaaaaaaa!!!!
Entre um taça de vinho e outra e muitas horas depois, lá se foi a nossa segunda! Com direito a sobremesa e tudo!

Não perca amanhã a segunda parte do Missão resgate Páscoa! O salvado da vez será o rosbife! Até lá!

The end!

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Massa rápida para pizza

Com essa receita de massa super prática, você mesmo pode preparar pizzas deliciosas rapidamente e sem nenhuma dificuldade!  

Olha eu aí com a mão na massa! Adoro!
Junte em uma tigela grande (nessa ordem) 4 xícaras de farinha de trigo, 1 colher de sopa de açúcar e 1 de sal, 2 colheres de sopa de fermento, 4 colheres de sopa de azeite ou óleo vegetal,  2 colheres de cachaça e 4 xícaras de água. Comece misturando tudo com uma colher e depois use as as mãos para agregar os ingredientes. Quando a massa começar a desgrudar, sove por cerca de 10 minutos (se necessário, acrescente mais farinha, aos poucos) e depois deixe descansar por 10 minutos. Corte a massa em 4 pedaços, abra com o rolo em uma superfície enfarinhada e cubra  com o que quiser. Leve ao forno alto até a cobertura e a massa ficarem douradas. Não tem erro!

E essa crostinha dourada, gente?

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Risoto de linguiça toscana e carne de panela

Como um prato tão improvisado pode ter ficado tão bom? A ideia original era fazer um molho vermelho com linguiça toscana para acompanhar o macarrão, mas não tinha nem tomate e nem macarrão! O plano B foi esse maravilhoso risoto que, além da linguiça toscana, ainda salvou um potinho de carne de panela que já estava na geladeira há alguns dias. Usei arroz comum, que não deixou nem um pinguinho a desejar para o arbóreo! Esses ingredientes e um tempero bem caprichado deram um toque diferente no almoço simples do dia a dia. Amo!

Fervi cerca de 1/2 litro de água e reservei. Refoguei 1 cebola pequena, 2 dentes de alho e 1 pimenta malagueta sem sementes picados em 1 colher de sopa de azeite. Deixei cozinhar uns 5 minutos em fogo alto, mexendo de vez em quando, e depois acrescentei 2 linguiças toscanas sem pele despedaçadas com as mãos. Deixei fritar até ficarem douradas, juntei 1 1/2 xícara de arroz cru e misturei bem. Temperei com 1 colher de chá rasa de sal a mesma quantidade de pimenta do reino e 1 punhado de salsinha e cebolinha secas. Coloquei o caldo da carne de panela dentro da água fervente e acrescentei no arroz aos poucos, uma concha de cada vez, mexendo sempre, até o arroz ficar al dente. Juntei a carne de panela (cerca de 2 xícaras), misturei até os pedaços de carne desfiarem e deixei cozinhar em fogo baixo, com a tampa fechada, durante 5 minutos. Rápido + econômico + delicioso! Quem precisa de mais?

Mistureba da boa!



sábado, 8 de abril de 2017

Pâte brisée - massa podre salgada

Sabe aquela famosa massa podre para tortas, que é super crocante e derrete na boca? Como quase tudo nessa vida quando se fala em comida, é uma receita da culinária francesa e, como não poderia deixar de ser, tem nome fresco: pâte brisée. Ela é a base de todas as minhas receitas de torta - o que torna a minha vida na cozinha, digamos, um inferno...rs. Os ingredientes tem que estar gelados, não agregam fácil, se tá calor, desanda, enfim, o processo é meio complexo (digo isso porque geralmente faço de dez pra cima. Semana passada, por exemplo, fiz quase cinquenta numa tacada só!). Mas não se assuste! Quando você vai fazer uma ou duas, por puro lazer, vale mais do que a pena colocar a mão na massa! Preparado?

Comece separando os ingredientes (pra não precisar ficar caçando as coisas com as mãos cheia de farinha): 300 gramas de farinha de trigo, 1 colher de sobremesa rasa de sal, 150 gramas de manteiga gelada cortada em cubos, 1 ovo batido, água gelada. Peneire a farinha em uma tigela grande e misture o sal. Acrescente a manteiga e misture com a ponta dos dedos, desfazendo os cubos e agregando-os à massa, até ficar com a consistência de uma farofa grossa. 


Primeiro passo: agregando a manteiga.

Adicione o ovo e continue misturando com as mãos, tentando agregar todos os ingredientes. Acrescente água aos poucos, 1 colher de sopa por vez, e continue amassando com as mãos até conseguir formar uma bola. Não se deve sovar a massa, apenas amassar delicadamente, juntando os ingredientes. Ela não fica totalmente lisa, mas é assim mesmo.

Sua massa deve ficar assim - ou algo parecido... 

Embrulhe-a com filme plástico e deixe no refrigerador por 30 minutos. Para abrir a massa, abra e corte ao meio um saco plástico próprio para alimentos. Umedeça uma superfície lisa (pia, bancada, mesa) e "grude" uma das partes do saquinho. Separe um pouco mais do que a metade da massa, dê uma achatadinha com as mãos e coloque a outra metade do plástico em cima. 

Massa aberta entre os plásticos.

Abra com o rolo delicadamente, até sobrar 2 dedos para fora da forma. Coloque a massa na forma, virando o plástico sobre ela e acomodando com as mãos. Recheie com o que quiser deixando um pouco de espaço da borda. Abra parte restante da massa da mesma forma e cubra a torta. Para fechar, pressione a cobertura contra a parte da base da massa que ficou pra fora, pressionando a base da forma (cortando e dispensando a massa que sobrou), e depois belisque toda a borda da forma. Para evitar que a massa encolha, deixe alguns minutos no congelador (no máximo, 5)


Tortas enformadas, prontas para serem finalizadas!

Depois é só pincelar gema na superfície e levar ao forno alto por entre 30 e 40 minutos! Quer fazer uma torta doce? Substitua o sal por açúcar ou para uma base neutra, não coloque um nem outro. Faça e comprove: é a melhor massa para tortas de todos os tempos!


O resultado é esse aí!





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Nhoque de abóbora moranga ao molho de tomate caseiro

Como vocês sabem, segunda entrei na missão de fazer nhoque com a abóbora mais aguada do mundo, a moranga. Foi um parto! Não quis usar a quantidade de farinha necessária para chegar à consistência ideal para não perder o sabor, então o jeito foi tentar cozinhá-los de uma forma que não desmanchassem. Não deu muito certo, mas vamos lá!

Lavei e cortei em pedaços grandes uma abóbora de cerca de 1,5 quilo. Separei em duas formas e coloquei para assar em forno alto até ficar bem macia (uns 40 minutos). Raspei a polpa da abóbora com uma colher, dispensando a casca, e amassei com um espremedor de legumes. Deixei esfriar e juntei 1 ovo, 1,5 xícara de chá de farinha integral e 1,5 xícara de chá de farinha branca. Misturei bem, até formar uma massa homogênea e grudenta (leia-se: impossível de enrolar!).

Foi aí que começou a saga. Meu marido deu a ideia de formar as bolinhas com a ajuda de duas colheres de sobremesa e ir colocando na água fervente para cozinhar. Resultado: nhoques totalmente amorfos!

 Nhoque "rústico" de abóbora moranga! Hahahaha

Outro problema era que cozinhar tanta massa iria levar uma eternidade e como era segunda e a gente esperava jantar em algum momento, esse método foi deixado de lado. 

A segunda ideia brilhante foi usar um saco de confeiteiro para soltar as bolinhas na água. Resultado: várias minhoquinhas de massa boiando na panela :D. 

Dispensa comentários!

Mas, veja só, juntando tudo isso e cobrindo com molho de tomate caseiro caprichado, até que deu pra fazer um prato bonitão!  

Nhoque tronxo + molho bonito = prato aceitável!

Como ainda tinha sobrado muita massa, com fome e meio frustrada, decidi improvisar, assando-a inteira no forno, já que era impossível manuseá-la (pode rir... mas aposto que se fosse um chef famoso você ia achar incrível! rs). Dispus a massa uniformemente em um refratário untado com manteiga, cobri com molho de tomate, 5 fatias de muçarela e salpiquei orégano. Em termos de sabor, saiu melhor do que a encomenda! 

Taí, escondidinho  vegetariano de abóbora!

Da próxima vez, juro que escolho outro tipo de abóbora. Nada pessoal, amiga moranga!

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