terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Lombo ao vinho com folhas de couve

A labuta no escritório tem tornado meu tempo na cozinha mais curto. Com expedientes de mais de 15 horas, fica difícil fazer qualquer outra coisa da vida. Um dia desses decidi prolongar o intervalo entre o segundo e o terceiro turno para passar um tempinho com a  abandonada. A inspiração veio, o cansaço foi embora e o resultado foi esse prato quase inusitado. Para começar, temperei um pedaço pequeno de lombo de porco  com sal, pimenta do reino e limão rosa e reservei. Apesar de usar apenas 4 folhas de couve, lavei e tirei o talo  de um maço inteiro (fresquinho do sítio do Peter) para dar tempo de tempero pegar no lombo. Reservei as couves também. Fatiei meia cebola grande e refoguei com um pouco de óleo em uma panela de pressão e coloquei o lombo. Deixei o lombo fritar até que todos os lados ficassem levemente cozidos, adicionei cerca de meia de vinho branco de tampei. Enquanto o lombo cozinhava, escaldei 4 folhas de couve  em água fervente (para quem não conhece o procedimento, basta mergulhar as folhas inteiras em água fervente por alguns segundos, até começarem a ficar verde escuras). Cerca de 20 minutos depois,  fatiei o lombo e coloquei as fatias de volta na panela, para misturar com o molho formado com o tempero e o vinho branco. Por último, montei o prato: fiz um montinho com duas folhas de couve em um prato raso, uma boa porção de lombo e um pouco do alho poró em volta, que já tinha pronto da noite anterior. Olha só como ficou!

Bonito!


terça-feira, 20 de novembro de 2012

Picanha ao forno com batatas coradas e brócolis

Faz algumas semanas que eu fiz esse prato, então não tenho certeza que carne eu usei. Eu acho que foi uma picanha. Isso não é muito relevante, na verdade, porque qualquer carne de primeira fica boa desse jeito. Então vamos ao que interessa: o jeito. Cozinhei algumas batatas em água e sal até ficarem levemente cozidas (devem ficar um pouco durinhas). Fatiei as batatas e reservei. Temperei um pedaço de cerca de meio quilo da tal carne com sal e pimenta do reino, como sempre. Coloquei o pedaço inteiro em uma forma antiaderente no forno e deixei assar todos os lados por igual, até que cada lado ficasse marrom e levemente tostado. Enquanto a carne assava, fiz os brócolis e terminei de fazer as batatas. Limpei e lavei os brócolis e os refoguei no azeite e no alho. Adicionei cerca de meio copo de água e deixei cozinhar com a panela fechada até a água secar. Desliguei e reservei. Adicionei um pouco de azeite em uma bistequeira, fritei as fatias de batata dos dois lados, até até ficarem macias, e depois salpiquei um pouco de salsinha. A essa altura a carne já estava pronta, então eu a tirei do forno e fatiei. Se você gosta dela ao ponto ou bem passada, coloque-a de volta ao forno e deixe por mais alguns minutos. Senão, ela estará prontinha para ser degustada com as suas batatinhas e o brócolis! Também dá pra cortá-la em tiras e servir como aperitivo!

Olha a minha carne desconhecida aí, gente!

Camarão com alho poró e arroz integral com ervas

Gente, estou atrasadíssima! Até que tenho inventado uma coisa ou outra, pelo menos uma vez por semana, o problema é que não tenho tido tempo de escrever. Vou tentar recuperar o tempo perdido, começando com uma combinação que é simplesmente impossível de dar errado. Ainda mais com o alho poró fresquinho e totalmente orgânico do sítio do Peter. Comecei fazendo o arroz (uma xícara), como manda o figurino. Depois que ficou pronto, adicionei mais ou menos meia xícara de salsinha fresca picada. Temperei o camarão com alho, limão, sal e pimenta do reino e reservei. Refoguei meia cebola bem picadinha em uma colher de sopa de manteiga e depois adicionei o alho poró. Cozinhei por cerca de 5 minutos em fogo alto, até ficar al dente, e depois adicionei o camarão. Cozinhei até o camarão ficar bem macio e desliguei. Servi com o arroz integral e a combinação ficou bastante suave e delicada. Se você gosta de sabores mais acentuados, como eu, sugiro incluir uma pimenta fresca sem sementes ou qualquer outro ingrediente com sabor mais forte. Vou tentar da próxima vez! 

Camarão + alho poró: combinação impossível de dar errado!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Caderno de receitas

Você já conheceu alguém que tem um caderno de receitas decente? Apenas com as folhas preenchidas de forma caprichosa, sem nenhum recorte de revista, receitas cortadas de embalagens de mantimentos ou  anotadas em papel do século passado? Na verdade, eu não conheço muitas pessoas que têm um caderno de receita; organizado então, muito menos. O meu não é exceção. Ao contrário, é o próprio retrato do caos. Comprei em uma papelaria há uns dois anos (sério) e ele continua quase que completamente em branco! Contém apenas umas três receitas anotadas e as outras estão todas em folhas soltas de fontes variadas. Uma vergonha! Nem parece meu. Essa semana me propus a começar a organizar a bagunça e anotar pelo menos aquelas que estão em folhas de caderno amareladas. As demais vão para uma pasta com plástico. O legal desse tipo de organização é redescobrir receitas que você não faz há anos ou até que nunca saiu do papel! Sempre que dou uma olhadinha no arquivo, tenho vontade de fazer uma por uma! Não tenho tido o mínimo pique para ir para a cozinha nas últimas semanas e pensar no meu caderninho me inspirou. Já planejei um cardápio para a semana inteira, para ver se o meu lado Dona Benta desperta. Quem sabe algumas daquelas receitas não se materializam na minha cozinha?

Tem condição uma coisa dessa?

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Fajitas com arroz mexicano

Para dar boas vindas à minha mamis, que passou os dois últimos meses no exterior, preparei, a pedido da mesma, uma apetitosa e generosa Fajita. A fajita  é um prato mexicano feito com carnes grelhadas e servidas nas tradicionais tortillas. Dessa vez a gente incrementou com arroz mexicano. É bem simples de fazer, mas um pouco demorado, devido à variedade de carnes e acompanhamentos. Mas como a preparação da comida mexicana é bem rústica e descontraída, acaba sempre sendo uma diversão. Cortei em iscas cerca de meio quilo de contra  filé, filé de frango e lombo de porco e separei em vasilhas. Temperei cada uma das carnes com sal e pimenta do reino. No lombo, adicionei o suco de um limão. Reservei as carnes. Cortei ao meio, longitudinalmente, e depois fatiei, três cebolas médias, um pimentão verde, um vermelho e um amarelo. Em uma frigideira grande, bem quente, fritei cada uma das carnes separadamente em um fio de azeite, até ficarem ao ponto, mexendo de vez em quando. Durante a fritura da carne, fui tirando o caldo que se formava na panela e reservando em outro recipiente. Isso faz com que ela frite por igual, sem ficar dura. O frango e o lombo devem ser fritos até ficarem com a superfície dourada. Coloquei as carnes em um único recipiente e reservei. Na mesma frigideira, refoguei os pimentões em um fio de óleo. Quando estavam al dente, adicionei a cebola e o caldo da carne reservado. Tampei e deixei cozinhar até ficarem bem macios, mexendo de vez em quando.  Adicionei as carnes reservadas, misturei bem e deixei no fogo por mais ou menos 5 minutos (ou até as carnes ficarem quentes). Enquanto eu fazia a fajita, a Rita deu cabo do arroz mexicano: ela refogou meio pimentão vermelho, um tomate e uma cebola bem picados em um pouco de óleo. Quando tudo estava fritinho, adicionou duas xícara de arroz, um saquinho de molho de tomate e uma colher de pimenta tabasco. Misturou bem e adicionou cerca de duas xícara de água e deixou cozinhar até o arroz ficar macio. Para completar a orgia alimentar, a cunhada Karla fez sour cream e guacamole (cujas receitas você pode encontrar no post Chilli com carne). Ficou tudo tão divino que eu e o Julio não conseguimos voltar a pé pra casa depois da comilança. Tivemos que apelar para a carona do brother João. A escada, não teve jeito, tivemos que encarar. Ariba!!!

 Fajitas saindo do fogo!

Acompanhamentos indispensáveis! 
(Esqueci de tirar foto do arroz!!!)

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Espaguete ao burro e sálvia com paillard de contra filé

Nada melhor do que comemorar a chegada do feriado com um cardápio mais caprichado. A intenção da noite era comer uma massinha, mas eu queria fugir do tradicional molho vermelho, usando os ingredientes que já tinha em casa. Foi então que pensei nesse molho maravilhoso, simples e diferente. Leva, no máximo, 20 minutos para ser feito. Cozinhei a massa em água fervente e sal, até ficar al dente. Escorri e reservei um pouco da água. Refoguei meia cebola bem picadinha em duas colheres de sopa generosas de manteiga (burro, em italiano). Quando elas ficaram bem macias e douradas, adicionei cerca de uma colher de sálvia em pó. O ideal é usar a fresca, mas eu não tinha. Misturei um pouco e adicionei um copo da água onde o macarrão foi cozido, aquela que eu tinha reservado. Deixei ferver por mais ou menos 2 minutos e fui adicionando o espaguete. Misturei bem, até que toda a massa ficasse coberta de molho. O termo paillard é usado para descrever um filé muito fino de carne. Foi o que eu escolhi para acompanhar a minha massa. Temperei o meu apenas com sal e pimenta do reino e fritei em uma frigideira bem quente com um fio de azeite por um minuto de cada lado. Para completar, bastou um pouco de queijo ralado e uma taça de vinho. Bom feriado!

A véspera do feriado inspirou 
uma comidinha mais caprichada!


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Arroz cremoso com calabresa defumada

Esta receita é ótima para dar um up no arroz e feijão nosso de cada dia. É rápido e fácil de fazer, ainda mais se você já tem a dupla pronta na sua geladeira, como era o meu caso. Como eu também já tinha os demais ingredientes, remanescentes de uma sessão pastel da semana anterior, foi mais fácil ainda. Ralei meia linguiça calabresa defumada e um pedaço médio de mussarela no processador (separadamente) e reservei. Juntei o arroz e o feijão em uma única panela e mexi um pouco, até ficarem bem misturados. É melhor que o feijão tenha nenhum ou muito pouco caldo, para não ficar uma papa. Adicionei à essa mistura uma xícara de calabresa ralada e meio tablete de caldo de carne dissolvido em água fervente. Quando a mistura obteve a consistência de um risoto, o que acontece em poucos segundos, adicionei uma xícara da mussarela ralada. Mexi constantemente até a mussarela derreter e desliguei o fogo. Para servir, você pode salpicar pimenta do reino e um pouco mais de mussarela em cima do prato. O queijo derrete e fica uma delícia!

Bonitinho, né?

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Fusilli ao molho de mussarela

A draga bateu domingão à noite, num momento em que a minha dispensa estava pedindo arrego. Peguei o que tinha disponível para fazer essa receita simples e gostosa de massa. Cozinhei duas xícaras fusilli como de costume, até ficar al dente. Escorri a massa e coloquei de volta na panela, em fogo baixo. Juntei uma lata de milho, uma lata de ervilha e meio copo de leite bem misturado com duas colheres de amido de milho. Deixei esquentar um pouco, até o leite engrossar. Quando isso aconteceu, adicionei uma xícara de mussarela cortada em cubos pequenos. Deixei no fogo até a mussarela derreter, mexendo sempre. Desliguei o fogo e salpiquei um pouco de salsinha e manjericão secos. Se levou 20 minutos para ficar pronto, foi muito. Acabou com a draga noturna e todo mundo foi dormir feliz!

Fusili ao molho de mussarela 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Caipirinha de maracujá

Eu sempre amei caipirinha de maracujá, mas degustá-la devidamente com aquele monte de caroçinhos sempre foi um desafio. Se você usa um canudo, as sementes entopem a via e você simplesmente não consegue beber a caipirinha. O mesmo acontece quando você desiste do canudo e toma no bico. Nesse caso, além de a degustação ficar desconfortável, o risco de babadas ocorrerem é grande. Além disso, se feita como as demais caipirinhas, com o socador, o sabor do álcool acaba se sobressaindo ao do maracujá, pois o suco do maracujá fica preso na semente. Há algum tempo, um amigo me ensinou como evitar esses contratempos usando a coqueteleira. Desde então, nunca mais fiz de outro jeito. Como ninguém merece cozinhar - e esperar a comida ficar pronta - a seco, domingo, durante a produção da costela abaixo, fiz duas dessas, da seguinte forma: coloquei dentro da coqueteleira meio maracujá, uma colher de sopa cheia de açúcar, umas quatro pedras grandes de gelo, vodca até quase a altura do gelo. Na hora de chacoalhar a coqueteleira (tampada, óbvio...rs), é bom usar certa força bruta, para todos os ingredientes misturarem bem e a caipirinha ficar bem cremosa. Então, passei essa tarefa ao Julio, que a desempenhou com louvor. De volta às minhas mãos, coei a mistura em um copo, adicionando apenas algumas sementinhas de maracujá (menos de uma colher) e mais uns cubos de gelo diferentes para fazer graça!  Ficou assim!

Ficou assim, mas não por muito tempo...

Costela assada

Domingo resolvi copiar uma receita de costela de boi de lamber os beiços de autoria dos meus queridos sogros Luiza e Carlos. Estou com ela na cabeça desde que comi na casa deles há algumas semanas, mas não tinha me inspirado a fazer porque achei que fosse mais complexa do que realmente é. Mas é extremamente simples e o resultado é fenomenal. Cortei em pedaços grandes uma peça de cerca de dois quilos de costela de boi e temperei com sal e pimenta. Refoguei uma cebola grande em um pouco de óleo numa panela de pressão e  quando elas ficaram douradas, juntei a costela, com osso e tudo. Deixei fritar um pouco, mexendo de vez em quando, e depois cobri com de água. Tampei a panela e deixei cozinhar por cerca de 40 minutos, depois de começar a fazer pressão. A carne já tinha soltado do osso e estava muito macia, quase derretendo. Tirei toda a gordura da carne e passei para uma tigela refratária tipo Marinex com um pouco do caldo que formou na panela. Deixei assar por uns 10 minutos e pronto! Não precisou mais do que um arroz branco pra acompanhar! Saiu barato, foi fácil de fazer e ficou uma delícia! A Ma e a Isa nos acompanharam na orgia alimentar e serviram de cobaias (rs). Parece que elas aprovaram!

Imagina com um pão italiano 
e uma cervejinha?










sábado, 29 de setembro de 2012

Bolo de banana

Ao ver quase um cacho inteiro de banana abandonado na minha fruteira e quase passando incólume por essa vida, me enchi de razão e parti para a incrível aventura de fazer um bolo. 

Nunca tive mão para doces e muito menos para bolos, mas ao ver as pobres bananas definhando, tive que assumir a tarefa de prolongar um pouco mais a vida das coitadas e dar-lhes um fim nobre. 

Usei uma receita anotada pela minha mãe em um papel de caderno há sei lá quantos anos. Lembro de ter usado essa mesma receita há uns 15 anos e de ter dado certo. Então, lá fui eu separar ingredientes que são raramente usados na minha cozinha, muito menos juntos: margarina, açúcar, farinha, leite, ovos e fermento. 

Primeiro, bati 2 xícaras de açúcar com três colheres de manteiga no processador (a peça a ser usada para isso é um cilindro com duas pás pequenas no formato de lâminas, mas de plástico) até virar um creminho.

Juntei 2 gemas e bati novamente, até que a mistura se transformasse em um cremão...rs. Fui adicionado aos poucos, alternadamente, duas xícaras de farinha de trigo e uma xícara de leite morno. Bati mais alguns minutos, até formar aquela massa de bolo homogênea, linda e cremosa. 

Reservei a massa. Bati duas claras de ovo até atingirem o ponto neve (a peça do processador que faz isso é uma plataforma redonda e ondulada com um furo no meio) e misturei delicadamente na massa, usando apenas o pulsador do processador. 

Por último, adicionei 1 colher de sopa de fermento em pó. 

Coloquei a massa em uma forma de pudim (aquelas que tem um furo no meio) untada com manteiga e farinha de trigo e cobri com bananas fatiadas. Levei ao forno quente (cerca de 200ºC), onde ficou até a parte de cima ficar dourada (levou uns 40 minutos). 

Para a minha surpresa, o bolo não murchou, não queimou e não desandou! Ao contrário, ficou fofo, dourado e cheiroso! Até me lembrou os cafezinhos da tarde na casa da mamãe! Ai, ai...

Pra quem ficou quase 15 anos 
sem fazer um bolo, até que tá bom, né?


Receita original da mamis! Resumida!


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espetinho de lombo exótico

Fiz essa receita há cerca de uma semana e precisei me esforçar um pouco para lembrar como isso aconteceu.  Na verdade, não lembrava nem que tinha acontecido...rs! Sabia que tinha alguma coisa para publicar da semana passada, mas não lembrava o que. Eis que consultando os meus arquivos fotográficos (óh), aos poucos a ocasião e o preparo vieram à mente e eu, mais do que rápido, corri para o computador. A única coisa realmente diferente nessa receita é o tempero, que dá um sabor mais marcante à carne. Para fazê-lo misturei o suco de meio maracujá e de um limão, duas colheres de molho shoyo, uma colher de azeite, alecrim, sal e pimenta. Coloquei o lombo cortado em cubos nesse molho e deixei descansar por uns 10 minutos. Fritei todos os lados dos cubos numa bistequeira com óleo em spray, até que o miolo deles ficassem branquinhos, mas suculentos. Ou seja, não frite demais para a carne não ficar muito seca. A intenção era fazer o lombo em forma de espeto, no grill (ta aí o porque do nome), mas como queria um prato rápido, acabei usando a bistequeira mesmo. Se você quer impressionar ou apenas uma refeição mais leve, sirva com salada de agrião ou qualquer outra folha verde, num prato bem decoradinho. Se for um almoço ou jantinha trivial e a intenção for uma refeição mais substancial e desencanada, prefira o estilo PF, com arroz, feijão e couve. Cai bem de qualquer jeito! 

Versão fresca pra ficar bonito na foto!

Versão PF que, no final, é o que a gente gosta!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Caipirinha de limão

O nome do meu blog surgiu por causa de um apelido que um grupo de amigos me deu durante uma viagem à Barequeçaba em um feriado de carnaval há alguns anos (desnecessário revelar a quantidade de anos...rs). Nessa ocasião, eu devo ter feito umas 30 caipirinhas em um único dia, de sabores variados, que os presentes juram terem saído perfeitas. É claro que depois do quinto copo ninguém tinha muito discernimento para diferenciar uma caipirinha boa de uma ruim. Mas quem se importa? Aceitei o apelido mesmo assim e hoje ele dá nome a esse blog! Para fazer uma boa cairpirinha, a receita é praticamente a mesma, independentemente da fruta e da variação alcoólica utilizada. Eu, pelo menos, faço sempre do mesmo jeito e dificilmente dá errado. Aproveitei o churrasco de segunda na casa do Oswaldão para comprovar (e somente para comprovar!). Lavei um limão, cortei-o ao meio e retirei a parte branca que fica no centro de cada metade da fruta. Joguei essa parte do centro fora e sobraram quatro pedaços de limão. Cortei esses pedaços ao meio, coloquei no copo com uma colher de sopa de açúcar e esmaguei levemente com o socador. Segredo (ou não): não macete o limão, ele não merece tortura. Apenas esmague o suficiente para tirar o suco, senão os gomos se soltam e eu, particularmente, não gosto que isso aconteça. Enchi o copo de gelo, completei com cachaça e misturei um pouco com uma colher de sobremesa. Tem gente que gosta de bater em uma coqueteleira e coar. Também pode, vai da preferência de cada um! 

A tradicional Crispirinha! 
Tá dando uma sede...

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Peito de frango com alecrim e cenouras ao forno

Na noite do dia 5 de setembro recebemos a digníssima visita do querido casal Renata (minha prima) e Victor. É claro que ocasião mereceu mais do que uma simples gororoba com o que sobrou na geladeira e teve direito a um jantar completo, com sobremesa e tudo! O cardápio escolhido foi palitinho de queijo branco, tomate cereja e manjericão de entrada (a receita da versão original, com mussarela de búfala, já foi publicada aqui), peito de frango com alecrim e cenoura, mandioquinha cremosa (que também já deu as caras por aqui antes) e arroz de prato principal e mousse de coco de sobremesa. Então vamos lá! Primeiro, lavei quatro peitos de frango e temperei com um molho feito com dois dentes de alho espremidos, dois ramos de alecrim, dois limões, azeite, sal e pimenta do reino. Deixei o frango descansar nesse molho enquanto cozinhei resto, entre uma bicada e outra de vinho verde geladinho. Cozinhei a cenoura com água e sal durante poucos minutos, até ficar levemente macia. Dispus o peito de frango temperado e as cenouras em uma forma refratária, despejei um pouco mais do tempero e um pouco de vinho branco seco em cima do frango e levei ao forno aquecido a 200ºC, onde ficou mais ou menos por 20 minutos. Durante o cozimento, reguei a carne mais algumas vezes com vinho branco e pincelei o tempero, para não ficar seca (carne de frango é um perigo!). Quem ficou à cargo da mousse de coco foi o Julio (que seguiu a receita publicada no blog rabiscorascunhado.wordpress.com, das minhas queridas amigas Silva Zardo e Mariana Schittini). Ele dissolveu um pacote de gelatina sem sabor, conforme as instruções da embalagem e bateu no liquidificador com 1 lata de leite condensado, 1 lata de creme de leite, 1 xícara de leite, 1 garrafinha de leite de coco e meio pacote de coco ralado. Depois foi só colocar em taças de sobremesa, decorar com o restante do coco e levar ao congelador. Para acompanhar o jantar, continuamos no vinho verde Casal Garcia. A noite foi tão boa que nem lembramos de tirar fotos! Fica para a próxima. Obrigada gente!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cheeseburguer de queijo gruyére e cebola caramelizada

O legal de fazer hambuguer em casa é que ele pode ser totalmente personalizado. Da carne aos acompanhamentos, tudo pode ser escolhido a dedo e empilhado de acordo com a preferência de cada um. Eu fiz o meu de carne moída mesmo e escolhi o pão francês como suporte. Para enchê-lo, usei queijo gruyere, alface e cebola caramelizada. Para fazer o hamburguer, temperei meio quilo de carne moída com sal, pimenta do reino e meia cebola bem picadinha e amassei bem com as mãos. Adicionei 1 colher de sopa de farinha de trigo e amassei mais um pouco, até a mistura ficar bem homogênea. Separei porções média da carne e moldei o hambúrguer meio oval, no formato do pão francês. Rendeu 5 hambúrgueres. Para a cebola caramelizada, cozinhei 2 colheres de sopa de açúcar em uma frigideira até derreter e depois adicionei meia xícara de água e uma cebola fatiada. Deixei cozinhar, mexendo sempre, até a cebola ficar bem macia e marrom. Reservei. O Julio foi responsável pelo resto. Ele fritou os hambúrgueres numa frigideira média com óleo em spray e um pouco de água. Deixou cozinhar durante uns 2 minutos com tampa, depois tirou a tampa e deixou a carne fritar mais 1 minuto de cada lado. Quando ela estava quase no ponto, ele colocou 5 fatias pequenas de queijo gruyére em cima de cada hambúrguer e tampou a frigideira novamente, para o queijo derreter. Quando isso aconteceu, bastou colocar tudo no pão! Além do hambúrguer e da cebola, o meu levou um pouco de maionese e alface e o do Julio, pasta de gorgonzola e alface. Lembra do cachorro do Pepe Legal, que se abraçava e flutuava depois de comer um biscoitinho? Tivemos a mesma sensação com o nosso sanduba!

Ficaram bonitos...

e suculentos!

Sobreau d'onté

A carne com abóbora de terça passada virou uma gororobinha gostosa de arroz integral na quarta. Desfiei a carne assada e amassei as abóboras até virarem um purê e reservei. Cozinhei duas xícaras de arroz integral com bastante água e um pouco de sal. Quando ele estava quase seco, juntei e carne desfiada, a abóbora amassada e uma colher de sopa de requeijão light. Mexi bastante, até o requeijão sumir. Dei uma temperada extra com sal e pimenta do reino e pronto. Se você não tiver requeijão, use um copo de leite bem misturado com uma colher de amido de milho. A consistência será a mesma. Então, em cerca de 10 minutos eu tinha um prato novo, sem ter gasto um tostão! Dá pra fazer com qualquer restinho que tiver na geladeira! 

Arroz integral com carne e abóbora.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Carne de panela com abóbora

Essa semana a produção culinária até que foi razoável mas, pra falar verdade, estava morrendo de preguiça de escrever. É um tal de escreve apaga, revisa, altera, que é preciso uma certa disposição para publicar qualquer coisa. Além disso, às vezes eu acho que o prato não merece o post - que foi o que também aconteceu essa semana. Mas a reação de alguns ao comentar o que saiu do meu fogão me fez mudar de ideia e compartilhar as outras receitas da semana com vocês. Terça-feira foi dia de carne de panela com abóbora. Eu usei acém porque tinha sobrado um pouco da sopa de domingo e por que as outras carnes estavam muito caras para o propósito. Me arrependi, porque é muito gordurosa e eu tive o maior trabalho pra deixar sequinha.  Cortei a carne em cubos, temperei com sal e pimenta do reino e reservei. Cortei ao meio e depois fatiei cada metade de uma cebola roxa inteira e a refoguei na panela de pressão com margarina Becel, até ficar bem molinha. Adicionei a carne e deixei fritar bastante, até a sua superfície ficar marrom. Salpiquei um pouco de salsinha e ervas finas secas, misturei bem, adicionei cerca de meio litro de água e fechei a panela. Cortei uma abóbora pescoço em cubos e cozinhei separadamente com água e sal por cerca de 15 minutos. Abri a panela de pressão com a carne depois de meia hora no fogo e juntei a abóbora cozida. Como ela ficou bem mole, algumas se desmancharam e formaram um caldo bem grosso. Um arrozinho seria uma ótima companhia, mas como de casa tinha acabado, comi só com salada mesmo. Ficou muito bom! Pena que não tem foto!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mandioquinha cremosa com alecrim

O que era pra ser um purê de mandioquinha se transformou nesse prato graças à preguiça de usar (e lavar) o amassador de batatas. A mandioquinha também é uma ótima opção para substituir o arroz de todo dia é rápido e fácil de fazer. Descasquei e cortei a mandioquinha que já estava cozida em rodelas e coloquei em uma panela com uma colher de margarina Becel. Depois que a margarina derreteu, adicionei dois ramos de manjericão (só as folhinhas, sem o talo) e salsinha. Deixei no fogo por alguns minutos, para esquentar, mexendo sempre. E pronto. Prato relâmpago que salvou a mandioquinha e o alecrim da anonimidade na geladeira. Comi com omelete - feita com um ovo e duas colheres da escarola com ricota usada no pastel do dia anterior - e salada! Nada mal para um jantinha de segunda pós faxina!

Jantinha de segunda: antes tarde do que nunca!

Pastel assado

Há tempos eu estava querendo fazer essa receita, mas estava sem coragem pra encarar o amassa e estica que as massas em geral exigem. Essa coragem surgiu, pasmem, domingão à noite. Para a massa, usei 500 gramas de farinha de trigo, um terço de xícara de óleo, um copo (americano) de água e uma colher de chá de sal. Comecei misturando tudo com uma colher de pau e quando a massa pegou liga, passei a misturar com a mão. Misturei bastante, até a massa não grudar mais na mão. Precisei colocar um pouco mais de farinha para chegar a esse ponto. Depois disso, é só sovar um pouco, até ficar bem uniforme (isso ficou a cargo do Julio). Fiz dois tipos de recheio: de escarola com ricota e de carne. Para o de escarola, refoguei um maço da verdura na cebola e no azeite até ficar bem verdinha. Temperei apenas com sal, juntei a ricota previamente amassada e adicionei um pouco de ervas secas. Reservei. Para o de carne, refoguei cerca de duas xícaras de carne moída na manteiga e cebola e temperei na panela mesmo, com sal e pimenta do reino. Quando a carne estava cozida, adicionei salsinha e um ovo cozido picado. Depois de tudo pronto, abri metade da massa com um rolo de macarrão (aqueles usados nos primórdios nas cabeças de maridos infiéis...rs) e usei uma petisqueira média redonda para cortar os pastéis. Basta pressioná-la com a boca para baixo contra a massa, fazendo vários círculos. Coloquei um pouco de recheio no meio dos círculos e fechei, apertando com a ponta dos dedos. Pincelei os pasteis crus com gema e levei ao forno a cerca de 200º, onde ficaram por uns 15 minutos. Os pasteizinhos ficaram meio pálidos e a massa meio sem sal. Vou recauchutar a outra metade pra ver se fica menos insossa. Pelo menos ficaram bonitinhos!

Pastéis assados de escarola com ricota e de carne moída. 
Da próxima vez vou fazer uma marca pra saber qual é qual!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Apetrechos de cozinha

Não existe uma pessoa se quer que goste de cozinhar e não seja apaixonado por apetrechos de cozinha, principalmente aqueles que o resto da humanidade acha inútil. A variedade de utilidades (ou inutilidades) é tanta que abarrotaria a mais espaçosa das cozinhas. A minha então, cujo espaço de armazenamento é limitadíssimo, nem se fala. Vire e mexe tenho que reorganizar e mudar tudo de lugar para acomodar novas bugigangas. Um dos meus objetos de cozinha favoritos é um porta temperos que comprei no site da loja de departamentos americana Target. Os potinhos já vem com os temperos, são selados e contém o nome de cada tempero (em inglês) gravado. Lindo de morrer! Outro item que eu adoro, que é um dos que mais uso, é um conjunto de bowls de inox que ganhei de presente de open house do querido casal de amigos Adri e Wanen (saudade!). Pode ser usado para para temperar carnes, misturar ingredientes e até para servir. São pau pra toda obra e também são lindos! Tenho processador, mixer, máquina de waffle tábuas de queijo e de carne, facas, panelas, pegadores, petisqueiras, porta chá, porta cereais,  e aí vai, mas sempre acho que tá faltando alguma coisa. Os meus objetos de desejo atuais são um conservador de ervas - mantém as ervas fresquinhas em uma mini estufa hidropônica - e a máquina de quesadilla. Olha só que charme, gente!

Meu porta temperos: 
é um objeto de decoração também!

Conjunto de tigelas de inox: pau pra toda obra!

Conservador de ervas (você vai encontrar em 
sites internacionais como herb saver)

Imagina um pão tipo wrap com mussarela
nessa maquininha! Quesadilla express!




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Paccheri ao molho de calabresa defumada

Paccheri é tipo um de pasta em forma de tubo, oca e grande (que eu descobri na prateleira do Pão de Açúcar semana passada). Podemos dizer que é um rigatoni grande. Escolhi o paccheri apenas para fugir dos tradicionais espaguete, fusili e pene e dar um toque diferente à minha receita de massa. Coloquei o paccheri para cozinhar em meio litro de água e uma colher de sopa de sal. Leva cerca de 15 minutos para ficar al dente. Nesse meio tempo, refoguei meia cebola fatiada e uma calabresa inteira no azeite. Quando as cebolas ficaram bem coradas e a calabresa bem frita, adicionei uma caixinha de purê de tomate e meia medida da mesma caixa de água. Geralmente eu uso molho pronto, mas optei pelo purê para poder caprichar mais no tempero. Misturei bem e deixei cozinhar por cerca de 5 minutos. Adicionei  sal (bem pouco, pois a calabresa já é salgada e tem sabor marcante), açúcar , pimenta do reino, salsinha e cebolinha frescas e deixei apurar cerca de 10 minutos em fogo baixo, mexendo de vez em quando. Coloquei a massa escorrida em um bowl grande, cobri com o molho e decorei com ramos de alecrim e queijo parmesão. A massa diferente deu um toque mais sofisticado ao macarrão nosso de todo dia. 

O meu paccheri...rs

Frango picante ao forno com legumes

Como semana passada eu estava de férias (e a retrasada também), a produção culinária foi intensa. E pela mesma razão, não deu tempo de postar tudo (pra variar). Quarta feira foi dia de frango ao forno com legumes, um prato que inventei na hora e é super fácil de fazer. Tirei a pele e lavei pedaços de coxa com sobrecoxa, que depois temperei com sal, limão, páprica picante e pimenta calabresa. Enquanto o frango pegava o tempero, fatiei uma cebola, uma abobrinha e um pimentão e cortei três cenouras médias ao meio e um maço de brócolis. Em uma forma antiaderente, coloquei azeite, os pedaços de frango e os legumes e reguei com um pouco mais de azeite. Coloquei tudo no forno pré aquecido a 250º, onde ficou por cerca de 20 minutos. Tirei  o brócolis do forno, pois cozinham mais rápido (como você pode observar, esqueci de colocá-los de volta) e misturei os legumes com o caldo que se formou na forma, para cozinharem por igual e pegarem o gosto do tempero. Abaixei o fogo para uns 200º e deixei cozinhar por mais uns 5 minutos. Bastou uma saladinha para completar o visual e o sabor! É rapidão e versátil! Dá pra fazer na janta e combinar com outros acompanhamentos. 

Antes...

Depois...

Prato montadinho, pronto para ser esvaziado!

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Virado paulista da Cris

Almoço de quarta-feira e a Cris de férias em casa. Não há ocasião melhor para um prato um pouco mais demorado e pesado. Eu adoro tutu de feijão, mas devo confessar que o meu não ficou igual ao do boteco (o  Amazonense, em frente ao escritório, onde costumamos almoçar quando não dá pra filar bóia na casa da Rita). Mas ficou bom! Para acompanhar o meu tutu, substitui os tradicionais arroz branco, bisteca, linguiça, ovo frito e banana à milanesa por apenas lombo grelhado e arroz integral. E couve, claro! É um pouco demorado, mas não é tão difícil assim. Temperei dois filés de lombo de porco com sal e limão e reservei. Cozinhei duas xícaras de feijão com um pouco de sal e folhas de louro na panela de pressão. Em outra panela, refoguei no azeite meia cebola, dois dentes de alho amassados (eu amasso com a faca - basta colocar uma faca grande deitada em cima do dente de alho e apertar a faca com a mão), uma linguiça calabresa defumada e um pouco de bacon picados. Juntei o feijão pronto sem o caldo (leva cerca de 15 minutos para cozinhar, depois de pegar pressão), cerca de meia xícara de salsinha e de cebolinha e uma pitada de pimenta do reino. Mexi bem e deixei cozinhar um pouco, para pegar o gosto dos temperos. Depois de uns 10 minutos, fui adicionando aos poucos a farinha de mandioca (cerca de uma xícara de chá), mexendo sempre, até obter uma consistência bem grosseira. Desliguei o fogo, adicionei um punhado de couve picada e misturei bem. O arroz integral se faz como arroz comum, mas demora um pouco mais para cozinhar. Fritei os bifes de lombo na bistequeira usando a gordura da própria carne, até os dois lados ficarem bem dourados. Refoguei a couve fatiada fina no azeite, cebola e alho, mexendo sempre até ficar macia. Eis a minha versão do Virado à Paulista! Não é a refeição mais leve do mundo, mas é bem mais sequinha do que a original. Virado Light, que tal?  Até substituímos a cerveja por um suquinho!


Virado à Paulista Light. 
Será que pega? Se até feijoada tem light...

Picanha e Guinness

Aproveitei o início das minhas férias e do Juju para comemorar o ócio com uma boa cerveja e uma boa carne. Ao fuçar a geladeira em busca de algo que combinasse com uma Guinnes, me deparei com um pedaço modesto da picanha remanescente do final de semana. Como nem toda picanha vive de churrasqueira e a empolgação não era tanta para atear fogo na mesma, resolvi plagiar uma receita do meu amigo Fábio (também conhecido pela alcunha de Cabeça) e cozinhá-la com muita cebola na panela de pressão. Ele cozinha com cerveja preta, eu usei água mesmo. A única cerveja preta que eu tinha em casa era a Guinness e eu não ia cometer o sacrilégio de usá-la para cozinhar, óbvio. Temperei o resto da picanha - 2 bifes - com pimenta do reino e sal e reservei. Fatiei duas cebolas e refoguei em um pouco de azeite na panela de pressão. Quando elas começaram a ficar macias, juntei os bifes de picanha, cobri com água (pouca, uns 300ml) e tampei a panela. Deixei cozinhar por cerca de 20 minutos. A carne ficou extremamente macia e a cebola virou quase um creme. Servi com salada e torradas. Fatiei dois mini pães e coloquei no forno para dourar. Polvilhei a casquinha torrada do pão que ficou na forma na picanha, para dar uma leve crocância ao prato. Ficou ruim, viu?

Guinness e picanha: dupla de sucesso comprovada!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Carne acebolada aos três queijos

Ontem foi dia de aproveitar os restos. Tinha alguns queijos da semana passada e a janta de segunda na geladeira.  A intenção original era fazer alguma coisa mais européia para comemorar o dia da Suíça, mas para isso eu teria que descongelar carne e começar tudo de novo – e, consequentemente, desperdiçar tudo que já estava pronto. Então, juntei o que tinha e fiz uma carne acebolada ao molho de três queijos para comer com o pãozinho que também tinha sobrado do final de semana. O esquema foi o seguinte. Fatiei uns três minipães e coloquei no forno. Desfiei a alcatra e reservei. Fritei meia cebola grande fatiada em uma colher de azeite em uma frigideira pequena e quando as cebolas começaram a ficar macias, acrescentei a alcatra e mexi bem. Enquanto a carne esquentava, ralei pedaços pequenos (restos mesmo) de queijo gorgonzola, emental e gruyere em um bowl (usei esses porque era o que tinha, mas pode ser qualquer queijo mais firme). Piquei meio tomate e coloquei em cima do queijo e levei ao microondas por 30 segundos, só para derreter a superfície. Quando a carne estava bem quentinha, coloquei a mistura de queijos – que ficou parecendo uma tortinha, pois parte dela tinha derretido e ficado firme - com uma espátula em cima da carne. Adicionei um pouco de água (cerca de duas colheres de sopa) e deixei cozinhar tampado por poucos minutos, até o queijo derreter por completo. Desliguei o fogo e tirei as torradas do forno e pronto! Quem achou prato extremamente calórico se enganou, pois alcatra é uma carne magra e foi usada uma pequena quantidade queijo, no máximo cerca de 50 gramas ao todo. Olha que coisa bonita que ficou!

O controle remoto saiu de bico!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Alcatra na panela com legumes

Há quem afirme que a alcatra não é carne para fazer na panela. Eu, particularmente, acho que qualquer carne fica boa na panela (já fiz até picanha). A questão é que as chamadas carnes de primeira já são naturalmente macias e ficam boas de qualquer jeito. Já as de segunda, que geralmente são escolhidas para cozinhar na pressão, são mais duras e exigem um tempo maior de cozimento. Além de serem mais baratas e, portanto, menos nobres. Anyway, pra fugir do grelhado + salada, que eu acho extremamente sem graça, e compensar os excessos do fim de semana, hoje eu fiz uma alcatra na panela com legumes. Um prato leve, saboroso e rápido (não lembro da última vez que jantei antes das 21:00). O processo da panela à mesa foi o seguinte: temperei dois bifes grossos de alcatra com sal e pimenta do reino e reservei. Cortei ao meio 3 cenouras e três madioquinhas lavadas e reservei também. Refoguei uma cebola inteira cortada em  rodelas com cerca de uma colher de óleo de soja e juntei os bifes de alcatra. Mexi bem, acrescentei ervas secas, os legumes e deixei fritar um pouco. Depois, adicionei um copo longo de água e um tablete de caldo de carne e fechei a panela de pressão. Enquanto a carne e os legumes cozinhavam, fiz a couve flor (tem que fazer separado porque cozinha muito rápido). Refoguei meia cebola e três dentes de alho amassados e juntei as arvorezinhas de couve flor. Adicionei um pouco de água, só para cobrir o fundo da panela, e deixei cozinhar por cerca de 10 minutos. Ela praticamente cozinhou no vapor. A carne e os legumes levaram mais uns 5 minutos para ficarem prontos (um total de 15 minutos na pressão, mais ou menos). A carne ficou derretendo de macia e os legumes e o molho pegaram bem o gosto da carne. Ficou uma delícia! Nada mal para uma segundona, né? 

Cai bem melhor no inverno do que a dupla grelhado+salada!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Arroz com alho poró e frango

Essa semana começou com um risoto improvisado. Claro que isso foi antes de eu constatar que as lambanças dos últimos meses resultaram em dois quilos a mais na balança (a ignorância é uma benção!). Se eu sumir por um tempo já sabem a razão...rs. Como eu tinha arroz pronto da semana passada e não queria jogar fora, resolvi reaproveitá-lo nessa receita, que é muito fácil. Primeiro, tirei as folhas do alho poró, cortei em rodelas e refoguei com cebola, com uma colher de margarina e meio tablete de caldo de legumes e reservei. Depois, cozinhei 2 filés de peito de frango com água e sal até eles ficaram bem moles e desfiei. Juntei o frango ao alho poró, adicionei umas duas xícaras do arroz já cozido, meio copo de água bem misturada com amido de milho e uma colher de sopa de requeijão light. Misturei bem e deixei no fogo mais alguns minutos, até engrossar. Em menos de meia hora saiu um prato bonito, gostoso, relativamente diferente e muito simples!
Como esqueci de tirar uma foto no dia, tive que reproduzir hoje...rs

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Panquecas

Definitivamente eu não sei fazer panquecas. Já tentei algumas vezes, mas elas sempre saem deformadas, pequenas ou grandes demais. O gosto sempre fica ótimo, mas a aparência só é salva pela cobertura de molho e queijo ralado. Sexta passada me arrisquei novamente, sem sucesso. De qualquer forma, o procedimento foi o seguinte. Parte 1: a massa. A receita que eu fiz usa 1 copo de leite, 1 copo de farinha, 1 colher de sopa de óleo e uma pitada de sal. É só bater tudo no liquidificador e fritar pequenas quantidades dessa massa numa frigideira plana e de bordas curtas. Coloquei a massa diretamente do copo do liquidificador na frigideira, mas acho que se tivesse usado uma concha média, as panquecas ficariam mais uniforme. Ambos os lados da massa devem ser fritos, até ficarem levemente dourados. Parte 2: o recheio. Fritei uma cebola em um pouco de óleo e quando ficaram douradas, adicionei meio quilo que carne moída. Temperei a carne com sal e pimenta do reino na panela mesmo, mexendo bem para ficarem soltinhas, e quando a carne estava cozida, adicionei meia lata de ervilhas. Misturei bem meio copo de água e uma colher de chá de amido de milho e adicionei na carne, para a engrossar. Deixei cozinhar mais um pouco até levantar fervura e desliguei. Parte 3: o molho. Cebola picada frita na manteiga (ou azeite ou óleo) + molho pronto + um pouco de água. É só deixar ferver. Eu complemento com um pouco de sal, açúcar e ervas, para ficar mais encorpado e saboroso. Parte quatro: ufa!, a montagem. Coloquei cerca de duas colheres de recheio em cada panqueca e enrolei. Acomodei as panquecas em uma forma refratária retangular, cobri com molho e salpiquei queijo ralado. Deixei no forno por uns 15 minutos, até o queijo ralado ficar levemente dourado. O processo é um pouco demorado,  porque envolve a preparação de vários itens, mas é relativamente simples. Tem gente que gosta de servir com arroz, mas eu acho que é carboidrato demais, então servi com com salada. 
Me fala se isso é panqueca que se apresente?

Aí veio o Julio cheio de razão e fez a dele. 
Hahahahahaha!!!!!

Mas escondidas debaixo do molho ficaram uma beleza!

Caldo verde

Como a produção culinária semana passada foi fértil, não deu para publicar tudo. Além do espaguete e da harmonização, ainda rolou caldo verde e panqueca. Como essa semana tá meio parada, vamos de retrospectiva! Na última quinta-feira, o friozinho rendeu um caldo verde. Coloquei 5 batatas pequenas para cozinhar com cerca de meio litro de água na panela de pressão com água e sal. Enquanto cozinhavam, refoguei 1 paio, 1 cebola bem picada e dois dentes de alho espremido e reservei. Também cortei a couve em fatias bem finas (basta colocar uma folha em cima da outra, enrolar e fatiar. Eu prefiro tirar o talo, mas é opcional). Passei as batatas bem cozidas (tirei cerca de 15 minutos depois da panela pegar pressão) e sem casca no espremedor e depois bati no liquidificador com a água em que foi cozida. Adicionei esse caldo com um tablete de caldo de legumes na panela do refogado e deixei ferver, mexendo sempre. Depois que ferveu, diminuí o fogo e deixei cozinhar mais uns 5 minutos. Servi numa caneca grande, com pimenta do reino e couve crua em cima. Eu costumava cozinhar a couve com o caldo, mas ela fica muito mole. Quando colocada crua, ela fica mais saborosa e crocante, porque não cozinha muito. Rápido, fácil e saboroso! Depois, foi só correr com a mantinha para o sofá! 
Caldo verde bem quentinho!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Harmonização de queijos e cerveja


Inspirada por uma matéria publicada em uma revista de culinária, resolvi trocar os usuais companheiros dos queijos – os vinhos – por cerveja. Sou grande amante da bebida e fico meio confusa ao consumi-la em ocasiões que não sejam happy hour no boteco, churrasco, feijoada e outras mais informais. Mas eu e o Julio comprovamos que ela pode sim acompanhar perfeitamente   queijos, por exemplo, contanto que devidamente harmonizadas. Frescuras à parte (para mim, a tradicional pilsen sempre foi um ótimo acompanhamento para os mais variados tipos de queijo), a cerveja certa pode fazer da degustação de queijos uma experiência bastante diferenciada. De acordo com a tal matéria, as cervejas podem ser harmonizadas por contraste (cerveja adocicada + queijo salgado) ou por similaridade (cerveja e queijo com sabor adocicado). Com isso em mente, escolhemos para a nossa noitada: gorgonzola, parmesão, gruyére e  emental. Para o gorgonzola, sugere-se cervejas estruturadas e de sabor adocicado ou tostado, como do tipo Belgian pale ale, porter e stout, entre outras. Nós escolhemos a Colorado Demoiselle, do tipo porter. A porter é uma variação da stout, cuja principal representante é a famosa Guiness inglesa.  Bem escura e com toques de chocolate e café, combina perfeitamente (harmonização por similaridade) com o salgado e gorduroso gorgonzola.  Para acompanhar o parmesão (que é da família dos queijos duros), indica-se cervejas encorpadas e de alto teor alcoólico – como Belgian strong ale, stout e porter – ou grande concentração de lúpulo - como as do tipo India pale ale. Nós escolhemos a Eisenbahn Strong Golden Ale, que cujo sabor adocicado contrasta com o salgado do queijo (harmonização por contraste). O gruyére e o emental, que fazem parte da mesma família, dos queijos semiduros, combinam com cervejas com sabor de malte acentuado, levemente adocicadas e teor alcoólico um pouco maior, como a bock, pale ale e weizenbock. Como não encontramos nenhuma representante dessas categorias nos mercados da região (New Castle, Eisenbahn Weizenbock e Leffe Blond, por exemplo), fomos de Erdinger, que é mais indicada para queijos de mofo branco – como camembert e brie. Depois que tudo virou bagunça, encaramos a lager dinamarquesa Faxe Premium, do tipo premium american lager, e a jovem estoniana Viru, do tipo pilsen. A Faxe lembra a nossa pilsen, mas é mais encorpada. Além de ser deliciosa, vem numa lata de 1 litro fenomenal! A Viru, lançada em 2005, é bem leve e refrescante, com notas de amargor. A cerveja é muito boa e a garrafa é linda!!! Essas foram consumidas com o tradicional salaminho e presunto parma (além dos queijos). Posso falar? Caiu muitíssimo bem! Acho que já falei por aqui, mas repito: cerveja combina com tudo!

Tudo pronto para a saga!

Vítimas número 1: gorgonzola + 
Colorado Demoiselle. Minha dupla preferida!

Round 2: parmesão + Eisenbahn Strong 
Golden Ale. Sensacional!

Com o emental e o gruyére, na falta de cerveja ideal, 
fomos de Erdinger e, de fato, não harmonizou tão bem 
(mas quem se importa?).

A dinamarquesa Faxe Premium e sua humilde lata. 
Detalhe: o copo tem 470 ml

A garrafa da Viru parece um objeto de decoração.

E a noite acabou assim!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Espaguete com presunto parma e queijo brie


Uma massa é sempre uma ótima chance para exercitar a criatividade na cozinha, porque cai bem com quase tudo. Principalmente o espaguete - do tradicional à bolonhesa ao mais elaborado marinheiro (com furtos do mar) - é um dos pratos mais práticos e populares da nossa mesa. Eu incrementei o meu com alguns ingredientes bacanas que sobraram do happy hour do dia anterior - presunto parma e queijo brie. Enquanto a massa cozinhava, fatiei o presunto parma, cortei em tiras e fritei em uma panela pequena usando a própria gordura. Quando estava bem fritinho, parecendo bacon, tirei do fogo e reservei. Piquei dois tomates sem semente e um pedaço de mais ou menos 200 gramas de queijo brie (sem a casca branca) em cubos e reservei também. Quando o espaguete ficou pronto, escorri, adicionei uma colher de manteiga na panela e coloquei o espaguete de volta. Juntei o presunto e o queijo brie, mexi um pouco até o queijo derreter, adicionei os tomates e desliguei. Para acompanhar, fomos de Santa Helena Carmenére. E a dieta fica pra semana que vem (de novo)!
Projeto verão adiado mais uma vez...rs

Pasta de gorgozola (já foi?) e rosbife de picanha


Mais uma vez nos reunimos para ver a final da Libertadores, dessa vez na casa da Rita. Como das outras vezes, tentamos escolher coisas simples de comer e fácil de fazer: azeitonas pretas, pães variados, patê de peito de peru (pronto), pasta de gorgonzala e rosbife de picanha. A nossa querida amiga Mariangela fez a pasta de gorgonzola, simplesmente amassando bem o queijo com um garfo e misturando com bastante azeite (acho que essa complexa receita já apareceu por aqui antes).  O rosbife com a picanha do churrasco do fim de semana foi de minha autoria. Temperei bifes bem grossos com sal e pimenta do reino e fritei numa frigideira grande até que a parte externa  ficasse marrom e a parte externa ficasse firme, mas bem mal passada. A carne desse ser frita durante mais ou menos 1 minuto de cada lado para chegar nesse ponto. Depois de sair do fogo e esfriar, cortei os bifes em fatias finas (deveriam ser bem mais finas, mas a faca não ajudou) e dispus em um prato grande como se fosse um carpaccio. Em menos de meia hora a mesa estava posta e as devidas latas na mão, aguardando o grande momento! Não precisa nem falar que todo mundo saiu mais feliz do que chegou!

Na casa da Rita até em dia de jogo a coisa é chique!

O rosbife de picanha e a pasta de gorgonzola. 
Huuumm!!!

Vinho quente e quentão

É quase impossível atravessar junho sem ir à uma festa junina. E festa junina acaba sendo sinônimo de vinho quente e quentão. Carros chefes das festas, são facílimos de fazer - é impossível dar errado. Para o vinho quente, coloquei na panela cerca de 500 gramas de açúcar4 maças picadas,  um punhado de cravos e um pauzinho de canela e deixei cozinhar até o açúcar caramelizar. Quando o açúcar caramelizou, adicionei 4 litros de vinho tinto seco barato e um pouco de água (cerca de meio litro) e deixei ferver. Depois que ferveu, deixei mais meia hora no fogo baixo. É melhor esquentar o vinho de vez em quando do que deixar direto no fogo, porque o álcool pode evaporar (o que a gente não que que aconteça de jeito nenhum!). Para o quentão, cozinhei 500 gramas de açúcar, um punhado de canela, um punhado de cravo, a casca de uma laranja e de um limão e um pedaço de cerca de 5 centímetros de gengibre. Quando o açúcar caramelizou, adicionei 2 litros de cachaça e 1 litro de água (se você preferir uma quentão mais fraquinho, adicione o dobro de água). Deixei ferver bastante, mais ou menos 1 hora (acho...rs), para pegar o gosto de tudo. Servi ambos em bules grandes, de 5 litros, mas dá pra servir diretamente da panela, com uma concha. Depois é só encher a caneca e correr pra fogueira!

A fogueira tá aí! O vinho quente e o quentão
ficarão para uma próxima foto :(

sexta-feira, 29 de junho de 2012

O meu cardápio para o dia do jogo

Quarta-feira, a opção escolhida para cobrir o estômago da galera entre uma bebericada e outra foi mini sanduíche de mortadela à la mercadão e de carne moída, conhecido popularmente como "buraco quente". Ambos vapt-vupt para fazer e fácil de comer, como pedia a ocasião. Para fazer o de mortadela, empilhei fatias do frios e cortei em três pedaços e depois ao meio, criando mini retângulos. Coloquei um montinho generoso de mortadela no pão com um pouco de maionese, um terço de fatia de mussarela e um pedaço de alface. O sanduíche fica bem gordinho e apetitoso. Azeite ou cream cheese também caem bem no lugar da maionese. Para o buraco quente, refoguei uma cebola média fatiada no azeite e adicionei uns 400 gramas de carne moída. Temperei a carne moída já na panela com sal e pimenta do reino e deixei cozinhar, misturando bem, para ficar bem soltinha. Adicionei ainda salsinha, cebolinha e ervas finas secas. Quando a carne estava cozida, adicionei cerca de meio saquinho de molho de tomate e deixei cozinhar mais uns 5 minutos. O molho deve ficar bem grosso. Para montar o sanduíche, cortei a tampa e tirei o miolo de um pãozinho e coloquei bastante carne dentro. Para acompanhar, além da cerveja (óbvio), servi também duas cachaças muito boas: a Cachaça Dona Carolina, envelhecida em tonéis de carvalho vindos da Escócia, que foi considerada a segunda melhor cachaça do mundo três vezes consecutivas (2008, 2009 e 2010) pelo Concurso de Bebidas de São Francisco e é fabricada pela cacharia de mesmo nome localizada em Itatiba, interior de São Paulo. Vale a pena a visita, que inclui degustação e uma pequena tour. A outra foi a Cachaça Dedo de Prosa, envelhecida em tonéis de louro-canela (madeira típica brasileira) e produzida pela Agroindustrial Serra Grande, de Minas Gerais. Também é uma cachaça premiada: ficou em primeiro lugar no quesito Harmonização no Festival Gastronômico Cachaça Gourmet, realizado em Belo Horizonte em 2011. Nós provamos e aprovamos!
Sandubinha de mortadela

Buraco quente

As "marvada"